domingo, 25 de maio de 2014

Com Aécio Neves, Ana Amélia lança pré-candidatura ao governo do RS


Esperança é a palavra-chave da campanha, destacada em cartazes e materiais de apresentação

ZERO HORA
Com Aécio Neves, Ana Amélia lança pré-candidatura ao governo do RS Tadeu Vilani/Agencia RBS
Aécio chegou à coletiva de imprensa com uma hora de atraso, por causa do mau tempo que retardou a saída do voo do Rio de Janeiro Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Aclamada por centenas de militantes que lotavam o teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa, e por outros tantos concentrados na praça da Matriz com bandeiras e cartazes, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) lançou sua candidatura ao governo do Estado, ao lado do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), na tarde deste sábado.
A esperança foi eleita a palavra-chave da campanha, após uma pesquisa de opinião feita pela coligação que detectou que é isso o que os gaúchos esperam da política.
– Meu nome é Ana Amélia, mas podem me chamar a partir de agora de Esperança – discursou a candidata em sua manifestação ao público, definindo a disputa como o "maior, mais difícil e mais honroso compromisso" da sua vida.
Durante o encontro, também foi apresentado um dos jingles da campanha, que tem como refrão "Ana, Ana Amélia esperança/quem trabalha sempre alcança/É por isso que o Rio Grande está pronto para mudar e vencer".
Em sua manifestação, a senadora valorizou o esforço de Aécio para prestigiar a candidatura, apesar de sua mulher, Letícia, grávida de gêmeos, estar internada em um hospital do Rio de Janeiro. E ressaltou que Letícia nasceu em Panambi, por isso "o coração de Aécio" também estava no Rio Grande.
Ressaltando o simbolismo da aliança com o PP no Rio Grande do Sul, o tucano afirmou que é a mais importante construída pelo PSDB no Brasil. E elogiou a senadora, a quem definiu como "a mulher mais completa na política do Brasil" e a "grande novidade" no cenário politico nacional. Garantindo que os dois representam "a grande mudança" que o país e o Estado precisam,
– Não é uma opção apresentarmos uma alternativa, é uma obrigação, e não nos acovardaremos – discursou.
Apesar de falarem em mudança, evitaram nomear os adversários ou citar o PT. Ana Amélia se referia a rivais como "eles", dizendo que são "especialistas em destruir reputações".
Para Yeda, escandalo do seu governo "é página virada" 
A ex-governadora Yeda Crusius, que concorrerá a deputada federal pelo PSDB, participou do evento, mas não foi citada em qualquer momento. Ainda assim, disse que participará ativamente da campanha.
– Vai começar a era da alegria. Xô baixo astral. Essa é a vez do Aécio e Ana Amélia – empolgou-se.
Sobre a operação Rodin, esquema de corrupção que convulsionou seu governo e que na véspera denunciou 29 réus por improbidade administrativa, Yeda disse que se trata de passado.
– Todo mundo tentou macular meu governo, desde a operação Rodin não me deram paz, mesmo eu não sendo ré. Mas também isso já passou. A operação Rodin teve seu fim. O juiz fez o que tinha que fazer e ponto final, página virada.
O presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi, também diz não temer desdobramentos da operação Rodin na campanha.
– Não temos compromisso como erro. Se cometeram erros, têm de pagar. Não vamos fazer nenhuma vaquinha pra salvar ninguém – disse.

Ao falar sobre drogas, Aécio acusa adversários de "guerrilha da internet"

Depois de, na semana que passou, afirmar em entrevista à Folha de São Paulo que era contra a descriminalização da maconha, que admitiu ter experimentado aos 18 anos e que não recomendava a experiência, Aécio foi questionado por ZH sobre os boatos difundidos por adversários pela internet de que seria usuário de cocaína.
– Você sabe que existe hoje um submundo da política, nas redes. Anonimamente fazem qualquer tipo de acusação sobre seus adversários, esperando que alguém, talvez desavisadamente, com um pouco mais de credibilidade, possa trazer esse tema ao jornalismo sério. O que nós assistimos é uma guerrilha da internet. Se formos dar atenção à internet, ninguém pode enfrentar nossos adversários. Eu tenho uma história de vida da qual me orgulho, absolutamente digna e honrada. O que temos de fazer em relação às drogas é, em primeiro lugar, tratar a questão dos usuários como uma questão de saúde pública, como fizemos em Minas Gerais. E recrudescendo, aumentando as penas dos traficantes. Nós não temos hoje uma política de fronteiras, o governo federal é responsável pelo controle das fronteiras, pelo tráfico de drogas e de armas, e não atua de forma minimamente razoável. 
Ainda sobre os boatos, responsabilizou o PT por atacá-lo:
– Eu me especializei em derrotar o PT. Há 15 anos eu ganho do PT no meu Estado no primeiro turno. Como não tem sobre a minha vida absolutamente nada... ninguém pode dizer que sou despreparado... que lesei o Estado, porque sou respeitado. Eu fico feliz em ver que num momento desse o PT não consegue vir para o debate sobre o Brasil, o debate sério. O que temos de tomar cuidado é para não fazer, talvez desavisadamente, o jogo daqueles que querem trazer a campanha para o submundo. O que eu quero é arrumar o Brasil.
Aécio e Ana Amélia também foram perguntados sobre os desdobramentos da Operação Rodin, mas encerraram a entrevista sem responder à pergunta.
Na entrevista coletiva, o tucano defendeu ainda a necessidade de uma política de segurança mais efetiva e prometeu reduzir o número de ministérios e de cargos em comissão. Segundo ele, está sendo feito um estudo a ser apresentado na campanha para definir quantos serão cortados.
Também prometeu criar uma secretaria extraordinária para, em seis meses, adotar medidas para simplificar o sistema tributário.
– Vamos declarar guerra absoluta ao custo Brasil – afirmou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário