Agentes e escrivães estão no plenário da Casa há três dias, em Goiás.
Magistrada autorizou uso da força militar em reintegração de posse.
“Não pode a atividade do Poder Legislativo ser prejudicada por manifestações de qualquer natureza, externas ao mesmo, ainda que legítima sua intenção”, afirmou Aline Tomás na decisão.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública, representantes da categoria se reuniram na terça-feira (19) com o secretário Joaquim Mesquita. À tarde, eles formalizaram uma contraposta e o documento foi encaminhado por Mesquita para avaliação do governo do estado.
Na reunião, agentes e escrivães da Polícia Civil cederam em um dos pontos: reduzir o valor requisitado de reajuste salarial. “Abrimos mão do piso de R$ 7.250,00 pela proporcionalidade de 60% do delegado, que hoje é um piso de R$ 6.065", afirmou Silveira. A categoria também pede a aprovação do bônus por resultado.
Greve
A greve dos escrivães e agentes da Polícia Civil começou no último dia 17 de setembro. O diretor jurídico do Sinpol, Rainel Mascarenhas, explicou ao G1 que no fim da última greve ficou acordado entre o sindicato e o governo o aumento do piso salarial, parcelado em dois anos, além do bônus por produtividade. Como esse acordo não foi cumprido, a categoria iniciou o movimento de paralisação.
Na ocasião, Silveira Alves classificou a declaração como “lamentável”. “Ele não está acatando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e está indo contra a Justiça. Nós entramos com uma ação direta de inconstitucionalidade contra o decreto que prevê o corte dos dias parados e com um mandado de segurança. Esse corte abusivo será devolvido aos servidores”, garantiu.
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