Chegada de primeiros médicos cubanos completa 3 meses neste domingo.
Estado conta atualmente com 196 profissionais formados no exterior.
Atualmente, Pernambuco conta com 196 profissionais formados no exterior participando do programa em 71 municípios, além de outros 184 que devem começar a trabalhar a partir de dezembro. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o estado conta com menos de dois médicos para cada mil habitantes, enquanto o ideal seria 2,7.
A unidade do Gambá, na estrada que da acesso à Praia de Ponta de Pedras, é uma das que passa por ampliação e vai abrigar duas equipes de Saúde da Família. Atualmente, o posto atende também a comunidade do Carrapicho, que teve a equipe desativada há alguns anos, mas vai ganhar uma nova unidade até dezembro, já adequada aos padrões de acessibilidade, com sala para curativos, vacina, nebulização, entre outros itens. A verba para as reformas faz parte do ‘Requalifica’, projeto do Ministério da Saúde atrelado ao programa Mais Médicos, que obriga as prefeituras a investirem também na infraestrutura.
regularize no Carrapicho (Foto: Katherine Coutinho / G1)
Desafios
Em Cuba, os médicos costumam ter sempre o paciente à direita da mesa, diferente do Brasil, onde o atendimento é feito, normalmente, de frente. A "tradição" visa facilitar o aferimento da pressão e também cria uma proximidade maior entre paciente e médico. O cubano Melquíades Solis Hernandez é um dos quatro estrangeiros que atuam em Igarassu. O posto em que trabalha, na Vila Saramandaia, funciona em uma casa alugada e a pequena sala que tem para atender os pacientes não permite o costume adquirido no país natal. “É incômodo falar com um paciente com uma mesa no meio, cria uma barreira”, diz Melquíades.
(Foto: Katherine Coutinho / G1)
Igarassu conta atualmente com 25 postos de saúde da família, sendo que um já foi reformado, três passam por ampliação e seis devem ser reformados no próximo ano. Além disso, a expectativa é de construir, em 2014, mais dois postos.
O Recife também pretende construir novas unidades e reformar aquelas que precisam ser adaptadas nos próximos anos. Porém, a capital ainda enfrenta mais um desafio - encontrar casas ou terrenos para que possam ser construídos os postos que se adequem às exigências de uma Unidade de Saúde da Família em um lugar próximo a unidade já existente, para que a população também não perca a referência.
Na USF da Mustardinha, por exemplo, o posto funciona em uma casa alugada, com a placa de sede provisória, há oito anos. A unidade tem todas as alas necessárias, mas enfrenta algumas restrições. O corredor do andar térreo é estreito, contando com portas sanfonadas, enquanto os consultórios ficam localizados no segundo andar – para atender cadeirantes, os médicos precisam descer.
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