Grupo diz que defensores do passe livre estão sendo criminalizados.
PM acompanhou o ato, usando câmeras para filmar a manifestação.
Markman / G1)
Segundo Raíssa Bezerra, integrante da FLTP, o grupo questiona a condução dos inquéritos que apuram os protestos realizados na cidade em prol do passe livre. "A gente que saber o que ele [Fenelon] pode fazer em relação aos inquéritos que serão concluídos sobre os manifestantes que participaram dos protestos pelo passe livre. Queremos reverter a possível indiciação de líderes de movimentos, pois serão atribuídas responsabilidades pelos atos", disse. De acordo com Raíssa, os indiciamentos podem ser por corrupção de menores, formação de quadrilha e incêndio.
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Cristiano Vasconcelos, militante do Partido Popular Socialista, disse que já foi prestar depoimento à Polícia Civil. "Primeiro, eu fui chamado para depor sobre o ônibus queimado na Rua do Príncipe, em agosto. Da segunda vez, agora no dia 8 de novembro, fui chamado de novo e a delegada já foi dizendo que eu seria indiciado por formação de quadrilha e por ser mentor intelectual do incêndio. Ela não mostrou prova nenhuma, só fotos mostrando que eu estava no protesto, e ainda estou sem máscara. Vejo isso mais como perseguição política", apontou.
Ao chegar na sede do MPPE, o grupo fechou a Rua do Imperador por poucos minutos. Eles foram informados de que Aguinaldo Fenelon não estava no local, mas uma comissão de seis pessoas foi recebida pelo subprocurador Fernando Barros. "O subprocurador disse que vai solicitar um relatório para saber porque os procedimentos abertos na promotoria de Direitos Humanos, a pedido da FLTP, e na de Transporte Público, estão parados. Ele também disse que vai solicitar à delegada Patrícia Domingues sobre em que pé está o inquérito para que o MPPE e a OAB acompanhem as investigações", explicou o representante da Frente, Pedro Josephi.
Duas pessoas foram detidas para averiguação durante o ato e levadas à delegacia localizada no mesmo bairro onde ocorreu a manifestação. Inicialmente, a polícia havia divulgado que as pessoas seriam levadas para outra delegacia, a de Santo Amaro. De acordo com o capitão Fred Saraiva, da Polícia Militar, a dupla irá esclarecer uma confusão que começou após um deles filmar os policiais com um celular, que acabou sendo roubado.
"O policial foi contê-lo e ele resistiu inicialmente, quando surgiu a questão do celular, que ele disse que o policial teria levado e o chamou de ladrão", explicou. Saraiva ainda disse que um dos detidos, de 24 anos, já vinha sendo investigado pela participação em outros protestos realizados neste ano.
Sobre o fato de um PM estar filmando a manifestação, a assessoria de comunicação da corporação informou que a medida é para suprir a ausência de câmeras de segurança em determinados pontos da cidade.
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