sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sem atuar, médico estrangeiro no ES diz que idioma não é problema

Estrangeiros tiveram registros negados pelo CRM e não podem atuar.
População reclama do atendimento e alega que faltam médicos no ES.

Do G1 ES

Médico espanhol selecionado para trabalhar no estado (Foto: Reprodução / TV Gazeta)Médico espanhol selecionado para trabalhar no estado
(Foto: Reprodução / TV Gazeta)
Há quase um mês em solo capixaba, os médicos estrangeiros que vieram atuar no Espírito Santo pelo programa Mais Médicos, criado pelo Governo Federal, ainda não conseguiram trabalhar. Com o registro negado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), os profissionais estão impedidos de prestar atendimento. Um dos médicos, que veio da Espanha, garante que o domínio da língua portuguesa, um dos motivos pelo qual teve o registro negado, não será problema.
Ao todo, 74 médicos vieram para trabalhar no Espírito Santo, sendo dois estrangeiros. O médico Juan Rubio, que veio da Espanha, já teve aulas de português e garante que o idioma não vai atrapalhar. “O idioma é diferente, mas falando devagar com o paciente, nós compreendemos”, disse. Sem poder atender, ele aproveita o tempo para se adaptar à nova área de atuação. “Podemos estudar, podemos ver como funciona a unidade, podemos conhecer o território, mas trabalhar não podemos”, disse.
Já os médicos brasileiros enviados para o Espírito Santo já estão atendendo. Mesmo assim, os capixabas ainda reclamam da demora do atendimento e alegam que o número de médicos é pequeno. Das 55 cidades capixabas que pediram mais médicos, apenas sete foram atendidas. O número de profissionais que chegou para atuar também é menor que o solicitado. Cariacica, por exemplo, pediu 94 médicos, mas recebeu 14. Já a Serra pediu 83 e recebeu 20.
Segundo pacientes, faltam profissionais para atender. “Nós fomos para a UPA de manhã cedo, falaram que não podia atender o caso e mandaram para o PA de Serra Sede. Chegamos aqui 9h, marcaram para as 13h e estamos aqui esperando ela ser atendida”, disse a doméstica Marlene Tuler, enquanto aguardava atendimento para a filha.

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