Moradores do povoado Taboca fecharam o local de 6h às 9h.
Local foi feito para reaproveitamento de restos de materiais de construção.
Marina Fontenele
Do G1 SE
Protesto causou congestionamento de mais de três quilômetros (Foto: Marina Fontenele/G1)
Moradores do povoado Tabocas localizado no município de
Nossa Senhora do Socorro, em
Sergipe,
interditaram trecho da BR 101 na manhã desta quarta-feira (2). Eles
protestaram contra o funcionamento de um aterro sanitário que fica a
cerca de um quilômetro de aproximadamente três mil casas.
O protesto pacífico começou 6h e a pista só foi liberada por volta das
9h15 após negociação entre os manifestantes e representantes da Polícia
Rodoviária Federal (PRF). Com a interdição das pistas com, formou-se um
congestionamento de cerca de três quilômetros.
“Os manifestantes têm todo o direito de buscarem soluções para os seus
problemas assim como os condutores têm o direito de ir e vir. A PRF fez
uma mediação com os líderes do movimento e eles entenderam que não
podemos deixar que um direito nosso interfira no dos outros. Nossa
preocupação maior era com crianças e idosos que já estavam presos no
congestionamento há horas”, relata o inspetor Alvino Domingues, Chefe de
Policiamento e Fiscalização da PRF.
Casas ficam a cerca de 500 metros do aterro localizado no povoado Tabocas (Foto: Marina Fontenele/G1)
Aos poucos, os manifestantes foram deixando a rodovia e seguiram para
frente do aterro de uma empresa particular que foi criado para depósito
de entulhos de construção civil onde eles atearam fogo em galhos de
árvores. Segundo eles, o local está sendo utilizado para descarte de
outros materiais.
“Eu acredito que mesmo depois de pronto e funcionando a Justiça pode
ouvir nossa reivindicação e proibir o funcionamento do aterro. Espero
que o poder maior, que é a Justiça, entenda que o aterro nesse local
residencial prejudica a saúde e contamina a água. Já encontraram corpos
humanos aí, tem de tudo e as casas ficam a 500 metros do local”, afirma o
comerciante Reginaldo Souza de Araújo.
Reginaldo diz que a população teme contaminação
da água e do solo (Foto: Marina Fontenele/G1)
A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) informe que existe no
local, uma autorização para implantação e operação de uma unidade de
reaproveitamento de restos de materiais de construção. Já para o aterro
sanitário, a licença é apenas para construção. O
Ministério Público Federal (MPF) aguarda um laudo técnico para dar um parecer sobre o aterro.
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