Viagem começou em Belo Horizonte, seguiu até o Alaska e voltou à Ushuaia.
A quatro dias de casa, arquiteto aposentado realizou percurso em 5 meses.
brasileiros até Alaska (Foto: Site Viagem de Moto)
O arquiteto vendeu um carro e pegou empréstimo para a verba de cerca de R$ 30 mil necessária para o roteiro. Nesta terça-feira, ele colocava no papel as despesas que teve no percurso. “Carro já foi, dinheiro já foi, tudo isso sempre vai. Mas a história é minha, e essa não vai”, completa. No total, Duarte gastou 2,8 mil litros de combustível (R$ 8,4 mil), R$ 15 mil de hospedagem, quatro pneus traseiros e três dianteiros e fez sete revisões com trocas de óleo durante a viagem.
No percurso até o Alaska, a dupla percorreu 14 países e quatro estados brasileiros. A bagagem só incluía algumas peças de roupas, ferramentas para as motos e, importantíssimo, um galão de gasolina. Quando perguntado se eles levavam algum material de primeiros socorros, a resposta foi rápida: “Não, isso não é importante não (risos)”, respondeu.
Os dois viajavam durante o dia e evitavam as estradas à noite. Passavam o dia todo nas motocicletas e paravam para descansar em hotéis, pousadas e hostels. Em algumas cidades turísticas, passavam cerca de três dias para aproveitar o passeio.
Chegando às montanhas geladas
Os motoqueiros entraram no Alaska no dia 26 de junho. O objetivo era chegar até Prudhoe Bay, cidade na ponta extrema do estado americano. “Quando estávamos chegando lá, parece que foi o teste final. Eu pensava: não vamos chegar”, conta Duarte. O temor tem explicação: a Harley do arquiteto estava com um problema no motor, mas eles resolveram seguir até o quanto ela aguentasse.
Mas a sorte os acompanhou até o fim e eles chegaram em Prudhoe Bay no dia 1º de julho de 2013, após 66 dias de viagem. Sem atrativos turísticos, a cidade reúne apenas trabalhadores das empresas instaladas no local, mas para os dois foi o marco de um grande percurso, que foi comemorado sem bebidas alcoólicas, que é proibida na cidade.
(Foto: Fernando Duarte/Arquivo pessoal)
Do Norte ao Sul
Duarte se separou de Ruy Barbosa no dia 21 de agosto, em Piura, no Peru. Barbosa já havia feito a viagem ao Sul da América, portanto, o percurso continuou apenas para Duarte. O objetivo era chegar até Ushuaia, Argentina. O trajeto até lá foi concluído no dia 17 de setembro.
De tudo que viu no trajeto, a receptividade de todos no caminho foi o que mais chamou a atenção do motoqueiro. “De carro você está em uma redoma, você afasta as pessoas. Na moto não, todos tem empatia por você. Fiz muitos amigos pelo caminho”, conta. Na chegada em Ushuaia, sem conhecer ninguém, Duarte se apresentou a todos os hóspedes do hostel em que estava hospedado, contou sua história, abriu um espumante e pediu para que todos comemorassem com ele a conquista.
(Foto: Lucas Magalhães/EPTV)
Cento e cinquenta dias depois de muita estrada, Duarte chega no sábado (5) a Belo Horizonte e diz que não consegue nem definir quem se tornou após todo esse percurso. “Nessa viagem eu saí sem buscar nada, e encontrei muita coisa”, afirma. Mostrando os escudos que conquistou (em adesivos colados na Harley-Davidson), ele fala de um dos mais valiosos, “O grande cacique fazedor de chuva”, que recebeu em Itajaí (SC).
O símbolo é baseado em uma tribo do México, que tinha o "dom de fazer chover", segundo a lenda, e quando outra tribo ocupou o território deles, eles foram jogados no mar. Diz a lenda que eles nunca mais pararam de percorrer o mar em suas canoas de norte a sul. “E é esse o espírito dos motoqueiros. Eles nunca mais param de correr com suas motos, de um extremo a outro”, finaliza, enquanto faz roncar o forte motor da sua ‘companheira de percurso’.
ola
ResponderExcluircomo foi a passagem da Colômbia para o Panamá ?.
Sei que existe uma maneira de ir de navio a partir de Cartagena para a Cidade do Panamá.
nos mapas que eu achei não mostra nenhuma estrada ligando os 2 países.
Por favor me responda no meu e-mail que é alexandremontenegro@yahoo.com.br