Cassandra Barteló*
A TARDEDesembarcar na ilha, descoberta por Cristóvão Colombo, em 1492, é chegar a um lugar que tem um pouco do que é possível ver em cada um destes filmes com a intensidade que foge da ficção. É uma história rica e complexa de um povo alegre e hospitaleiro.
O primeiro impacto são os veículos antigos. Passear pelas ruas da capital e do interior cubano é se transportar para o passado. Charretes simples e clássicas dividem espaço com os carros do início da década de 50. Com o embargo norte-americano que impediu a entrada de novos modelos por muito tempo, os cubanos aprenderam a consertar e até a fabricar peças para os antigos.
De táxi ou a pé, são muitos os pontos a serem visitados na capital cubana. No Malecón, paredão construído na avenida beira-mar de Havana, chama atenção a quantidade de jovens namorando, passeando e tocando violão, nos finais de tarde e à noite.
Entre muitas construções históricas nesta e em outras regiões, o Hotel Nacional de Cuba é um dos destaques. Inaugurado em 1930, a obra tem arquitetura art decó e preserva preciosidades, como o teto e piso originais. Cenas do filme O Poderoso Chefão, do diretor Francis Ford Coppola, foram gravadas no Nacional.
Na Praça da República, espaço de manifestações políticas, diferentes períodos da história do país estão expostos. De um lado, o monumento para lembrar José Martí, protagonista da independência cubana. Do outro lado da praça, a homenagem aos heróis da revolução de 1959: no prédio do Ministério da Informação, está a imagem de Camilo Cienfuegos; no do Ministério do Interior, a de Ernesto Che Guevara.
A imagem de Che é, sem dúvida, a mais cultuada na capital e no interior da ilha. Santa Clara, a cerca de 260 quilômetros de Havana, uma das primeiras cidades ocupadas pelas tropas da revolução, ergueu um memorial para abrigar os restos mortais do guerrilheiro.
Velha Havana
Na capital cubana, andar por Havana Velha, centro histórico da cidade, reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade, é uma experiência à parte. É passar por lugares frequentados por artistas e intelectuais cubanos e estrangeiros. Entre as personalidades, uma das que mais marcaram presença em Cuba foi o escritor norte-americano Ernest Hemingway. Ele ocupava o quarto 511 do Hotel Ambos Mundos, hoje um lugar de visitação.
Em Havana Velha, é fundamental também entrar na La Bodeguita del Medio, bar conhecido como ponto turístico e por suas paredes cheias de escritos e assinaturas de visitantes. Lá, um dos drinks mais pedidos é o mojito. A bebida típica é parecida com a caipirinha brasileira, só que feita com rum no lugar da cachaça, acrescida de água gaseificada e hortelã. O rum e o charuto cubano são os produtos mais cobiçados pelos visitantes.
Ainda na parte antiga da cidade, é possível encontrar estátuas de personagens como o Cavaleiro de Paris, que, com sua história em diferentes versões, lembra a da baiana Mulher de Roxo. Segundo a lenda, após um trauma amoroso, ele passou a vagar pela cidade como pedinte. Já entre as obras mais importantes desta região, está a Catedral de Havana, construída pelos jesuítas entre 1748 e 1777.
A jornalista e a fotógrafa viajaram a convite da Havanatur
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