sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Filiações a DEM viram comício da oposição

Biaggio Talento  A TARDE

  • Antonio Queiros | Ag. A TARDE
    "O baiano não aceita mais Pernambuco e Sergipe levarem os investimentos", diz Sandro Régis
O DEM aproveitou a solenidade de filiação dos deputados estaduais Elmar Nascimento, Sandro Régis e Targino Machado para promover um grande ato dos partidos de oposição contra a  gestão do governador Jaques Wagner (PT).
O evento atraiu, além do presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), lideranças de outros estados, como os deputados Onix Lorenzoni (RS) e  Mendonça Filho (PE). Da Bahia compareceram o presidente do PMDB-BA, Geddel Vieira Lima, o pré-candidato do PSDB João Gualberto, o presidente do PROS-BA, Maurício Trindade, e o presidente do PTN, João Carlos Bacelar. Entre as lideranças locais do DEM, compareceram suas maiores estrelas: o prefeito de Salvador, ACM Neto, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, o ex-governador Paulo Souto e o pré-candidato José Carlos Aleluia, secretário de Transportes da capital.
"União"

Cerca de 400 pessoas, de Salvador e interior  lotaram o auditório do Anexo Jutahy Magalhães da Assembleia Legislativa, local do evento. Nos discursos, o mantra foi a "união das oposições" e a crítica dura ao governo petista. Os ataques não foram ouvidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), aliado de Wagner e que fez um rápido discurso de saudação aos deputados e convidados e se ausentou alegando compromissos. Não pode escutar o deputado Elmar Nascimento dizer que o ex-governador Paulo Souto "entregou o estado equilibrado e hoje está quebrado".

Sandro Régis pediu desculpas aos parlamentares dos outros estados para enfatizar que "o baiano não aceita mais ver Pernambuco, Sergipe e Alagoas levarem todos os investimentos e a Bahia só aparecer no noticiário nacional quando se fala do aumento do índice de violência".

Até Aleluia, que no início do governo de ACM Neto passou uma fase de troca de elogios com o governo Wagner, partiu para a crítica pesada, aludindo as supostas dificuldades financeiras do estado. "O governo se arrasta há sete anos e só agora o governador entendeu que (a gestão) é inviável?", disse, sendo muito aplaudido pela plateia.

Geddel e João Gualberto optaram por falar sobre a união dos partidos. O peemedebista se disse empenhado a construir um projeto "não contra o PT, mas em favor da Bahia". O tucano disse não ter dúvidas de que todos estarão unidos em 2014 em torno de uma candidatura.

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