Alessandro Durval teve as pernas amputadas após doença óssea.
Os dois dias de prova ocorreram tranquilamente, diz coord. do Enem.
Alessandro Durval da Costa, 34, tenta uma vaga em Educação Física na Ufal (Foto: Jonathan Lins/G1)
O comerciante Alessandro Durval da Costa, 34, é do tipo de pessoa que
não desiste diante das adversidades. Há 10 anos, ele teve turbeculose
óssea e teve que amputar as duas pernas. Mesmo assim, não abandonou o
sonho de cursar Educação Física e prestou Enem neste fim de semana para
concorrer a uma vaga na Universidade Federal de
Alagoas.
"Quando minha perna foi amputada, falei para mim mesmo que não ia
deixar de ir em busca dos meus sonhos e este é um deles", disse o
comerciante, que considerou a prova boa.
Uma das poucas queixas de Costa era em relação à acessibilidade
oferecida no local onde foi realizado o exame. "Ligaram do Rio de
Janeiro perguntando o que seria ideal para mim em questão de estrutura.
Pedi algo para apoiar os pés e uma cadeira mais confortável, mas não
atenderam ao meu pedido. Tirando isso foi tudo muito bem", contou
sorridente à reportagem do
G1.
Candidatos deixam local de provas no segundo dia do Enem em Alagoas (Foto: Jonathan Lins/G1)
Com o tema “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”, os
participantes tiveram que desenvolver um texto
dissertativo-argumentativo segundo os critérios definidos no Edital do
exame. Os participantes deveriam desenvolver a redação a partir de
leitura dos textos motivadores apresentados no exame.
Neste domingo (27) foram realizadas as provas de linguagens, códigos e
suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias. O candidato
só pôde entregar o gabarito e deixar a sala após duas horas de prova. Os
que quiseram levar o caderno de questões, tiveram que esperar os
últimos 30 minutos do exame.
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