Reunião ocorreu nesta terça, 2, no escritório central do Líder.
Não houve acordo em relação ao ticket alimentação e carga horária.
Em reunião realizada nesta terça (2) entre representantes da rede Líder
e lideranças dos trabalhadores do supermercado, que entraram em greve
na segunda-feira (1º) em todas as lojas da Região Metropolitana de
Belém, duas das principais reivindicações da categoria não foram aceitas pela direção dos supermercados.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados de Belém,
não houve acordo em relação ao pagamento do ticket alimentação aos mais
de dez mil funcionários da rede. Também não foi atendida a reivindicação
de seis horas de trabalho seguidas na carga horária, que permanece com
intervalo a cada três horas. “Não aceitaram essas reivindicações e a
greve continua”, declarou Antônio Caetano de Souza, presidente do
sindicato.
Trabalhadores paralisam pelo segundo dia, em diversas lojas da Região Metropolitana. (Foto: Natália melo/ G1 PA)
A reunião ocorreu na tarde desta terça-feira (2), no escritório central
do Líder, na rua dos Parinquis, no bairro Batista Campos, em Belém.
Algumas pautas de reivindicações foram atendidas. Segundo Caetano, as
horas extras serão pagas, assim como o abono de 30% para os vigilantes,
que está atrasado desde dezembro de 2012, deve ser quitado no final
deste mês.
De acordo com a Fetracom (Federação dos Trabalhadores no Comércio e
Serviços dos Estados do Pará e Amapá), o resultado da reunião foi
positivo . "Apresentamos 13 itens na pauta de reivindicação. Apenas dois
não foram aceitos pelos empresários. Vamos levar isso para os
trabalhadores. Casos eles concordem em abrir mão das duas pautas que
foram rejeitadas, oa funcionários vão voltar ao trabalho. Caso
contrário, a greve continua", afirmou o presidente da Fetracom, José
Francisco.
Segundo a federação, o resultado da negocição com os empresários serã
discutido em assembleia da categoria ainda nesta terça (2). "Iremos
primeiro dialogar com os funcionários da loja Batista Campos, depois
seguiremos para a Independência, Doca e onde mais for necessário", disse
Francisco.
No segundo dia de paralisação, os funcionários se concentraram em
frente ao supermercado localizado na avenida Independência para cobrar
soluções. Na loja da Doca, na avenida Visconde de Souza Franco,
trabalhadores também protestaram.
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