Várias bandeiras são levantadas em mais um dia de manifestação.
Contratação de médicos estrangeiros e "Cura Gay" estão na pauta.
Manifestantes começam a se concentrar na Praça do Centenário, no bairro
do Farol, em Maceió. Eles pedem a redução da tarifa de ônibus que hoje é
de R$ 2,30 para R$ 2,10, mudança e melhoras no transporte coletivo,
passe livre para estudantes e desempregados.
Jovens se reúnem na Praça do Centenário para mais um dia de protestos em Maceió (Foto: Jonathan Lins/G1)
A cantora Regina de fatima participa pela primeira vez da manifestação.
"Vim com o povo brasileiro. todo mundo deve fazaer o seu papel. Vim
fazaer o meu por um país melhor, por uma Alagoas melhor", diz.
Jovens pintam rostos para manifestação em Maceió (Foto: Jonathan Lins/G1)
Há outras bandeiras levantadas no protesto como a do Conselho Regional
de Psicologia de Alagoas (CRP) que é contra a "Cura Gay", projeto que
derruba uma resolução que proíbe profissionais de participar de terapia
para alterar a orientação sexual e tratar como doença a
homossexualidade, proposta pelo deputado João Campos (PSDB-GO), e a
contratação de médicos estrangeiros para atuarem pelo SUS no Brasil.
"É um absurdo o que a presidente Dilma está fazando. Nós queremos que
os médicos sejam valorizados. E a proposta da Cura gay é um absurdo, um
despropósito", afirma a presidente do CRP, Isolda Araújo.
Manifestantes exibem cartaz contra "Cura Gay". (Foto: Jonathan Lins/G1)
O Movimento Social Via do Trabalho, que ocupa um terreno no conjunto
Jardim Petrópolis há um mês, na parte alta da capital, também está
presente na manifestação. Eles pedem a posse do terreno. "Hoje estamos
fazendo aniversário de um mês no local. Já entregamos uma lista com mais
de 9 mil famílias cadastradas ao prefeito Rui Palmeira (PSDB)", diz
Maria Ivone, uma das líderes do movimento.
Há protestos em várias cidades do Brasil. Acompanhe pelo
G1 em
tempo real.
Protesto reuniiu cerca de 400 pessoas, segundo
a Smtt (Foto: Michelle Farias/G1)
Protestos
Na quarta-feira (26), cerca de 400 manifestantes, segundo a SMTT,
bloquearam os dois sentidos da Avenida Fernandes Lima. Eles se
concentraram também na Praça do Centenário e foram até ao Centro
Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa).
Por volta das 18h, por pouco não acontece uma tragédia. Um
policial à paisana furou o bloqueio
e os manifestantes foram para cima do carro dele. O sargento da PM
estava armado e muito exaltado, mas seus colegas que trabalhavam no
protesto conseguiram acalmar a situação. O protesto proseguiu e acabou
por volta das 20h em frente ao Palácio do Governo, no centro de Maceió.
No dia 20 de junho, houve a maior manifestação em Maceió. Cerca de 15
mil pessoas fora às ruas da capital alagoana para levantar várias
bandeiras, uma delas era contra a PEC 37, que caiu esta semana após
votação na Câmara dos Deputados.
Protesto do dia 17 desceu pela Ladeira dos Martírios (Foto: Jonathan Lins/G1)
Os manifestantes seguiram em caminhada pelas ruas do Centro e depois um
grupo foi para o bairro do Farol, onde bloquearam a Avenida Fernandes
Lima nos dois sentidos, e o outro seguiu para a orla da capital. O
protesto terminou em frente ao prédio do governador de
Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB).
O segundo dia de protesto aconteceu na segunda-feira (17). O ponto de
encontro foi o mesmo, Praça do Centenário. De acordo com a Polícia
Militar, a manifestação reuniu cerca de 3 mil pessoas. Mas o protesto
não acabou bem.
Um
adolescente de 16 anos foi atingido por um tiro no rosto.
Tudo ocorreu após dois funcionários da Superintendência de Energia e
Iluminação Pública de Maceió (Sima) furarem o bloqueio dos
manifestantes. Houve tumulto Josenildo dos Santos Lima, que dirigia o
carro, saiu armado e fez os disparos de arma de fogo. Ele já prestou
depoimento e confessou que fez um disparo, mas não atirou no rapaz. Ele e
o outro servidor estão afastados de suas funções até que a polícia
conclua o inquérito.
Jovem foi baleado no rosto por funcionário da Sima (Foto: Waldson Costa/ G1)
Durante o primeiro dia de protesto, que aconteceu no dia (13),
estudantes se concentraram em frente à Transpal, na Avenida Buarque de
Macedo, e saíram em caminhada pelas ruas do centro da capital. A
principal reivindicação no momento foi o aumento da tarifa de ônibus que
estava sendo discutido entre as empresas de transporte coletivo. O
aumento proposto era de R$ 2,30 para R$ 2,85. A questão está na Justiça e
o resultado deve sair no dia 1º de julho, mas o prefeito Rui Palmeira e
o governador teotonio Vilela já disseram que vão reduzir impostos das
empresas para evitar o aumento.
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