Manifestantes protestaram em frente à prefeitura, no centro da cidade.
Segundo testemunhas e BM, houve tumulto e depredação do prédio.
Desde o final da tarde, centenas de manifestantes se reuniram em frente ao Paço Municipal, no centro da capital, portando faixas e cartazes. Eles protestavam contra o reajuste da tarifa de ônibus, elevada para R$ 3,05 na última segunda-feira (25). Atos semelhantes foram realizados em vários pontos da cidade durante a semana.
(Foto: Fábio Almeida/RBS TV)
De acordo com o relato de testemunhas, pelo menos três pessoas ficaram feridas: dois membros da Guarda Municipal e um manifestante, que teria sido encaminhado para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). Um manifestante que conseguiu ingressar dentro do Paço Municipal acabou preso, segundo a prefeitura.
O Batalhão de Operações Especiais (BOE) usou bombas de efeito moral para dispersar a multidão. No deslocamento do grupo, houve mais quebra-quebra, ainda conforme o relato de testemunhas. O para-brisas de um carro da Guarda Municipal foi quebrado. Outros veículos, inclusive particulares, também teriam sido depredados.
atingido por tinta pelos manifestantes
(Foto: Reprodução, Twitter de Valter Nagelstein)
“Não houve nenhum espaço para diálogo. O que se viu foi uma fúria enlouquecida de alguns jovens, que simplesmente começaram a avançar para cima de nós. Agrediram um guarda, arrancaram os meus óculos e começaram a jogar essa tinta para cima de nós”, descreveu Busatto.
O secretário afirmou que ele e o guarda municipal que ficou ferido no confronto vão registrar ocorrência na Polícia Civil. As imagens das câmeras de segurança da prefeitura serão usadas para tentar identificar os envolvidos no tumulto e responsabilizá-los por crimes como lesão corporal e depredação do patrimônio público.
“Nós repudiamos e exigimos providências das autoridades constituídas. Vamos fazer uma ocorrência na polícia para que se abra um inquérito e os responsáveis sejam identificados. Pessoas que fazem isso não podem ficar impunes”, declarou o secretário de Governança.
Depois do tumulto, os manifestantes subiram em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros. Houve uma concentração no Largo Zumbi dos Palmeiras, na Avenida Loureiro da Silva. Em seguida, o grupo seguiu para a Avenida João Pessoa, bloqueando o trânsito na avenida. Uma nova concentração foi feita em frente ao Palácio da Polícia, na Avenida Ipiranga, para onde o manifestante detido teria sido levado.
A manifestação, organizada nas redes sociais, já era prevista e sucedeu uma série de outras semelhantes. Na segunda-feira (25), um grupo bloqueou a Avenida Ipiranga, em frente à Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), por mais de três horas. Na ocasião, também houve princípio de tumulto entre os manifestantes e a Brigada Militar.
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