terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Bloco desperta foliões em Olinda na manhã do último dia de carnaval


'A Corda', criado em 1994, sai pelas ladeiras do Sítio Histórico a partir das 7h.
Este ano, o bloco trocou o frevo pelo forró trazendo uma banda de pífano.

Katherine Coutinho Do G1 PE

Na manhã da terça-feira (21) de carnaval, não tem quem durma em Olinda. Cantando pelas ladeiras 'pode dormir, pode cochilar que o seu sono nós vamos perturbar', o bloco "A Corda" desperta todos os foliões para aproveitar o último dia de carnaval. O bloco surgiu em 1994 e a corda que os integrantes carregam é uma referência aos cordões existentes na Bahia, só que em Olinda todo mundo brinca fora dela.
Bloco sai pelas ladeiras da Cidade Alta desde 1994. (Foto: Katherine Coutinho/G1)Bloco sai pelas ladeiras da Cidade Alta desde 1994. (Foto: Katherine Coutinho/G1)

A brincadeira saiu pela primeira vez da casa de Giovanni Gouveia, na Rua do Bonfim. Desde então, o bloco sai todos os anos pontualmente às 7h da Ladeira da Sé. "A farra é muito boa, meu filho vem desde a barriga da mãe brincar", conta Giovanni, que vem de pijama acompanhar o bloco. "Do jeito que eu acordo, eu venho. Tem que estar caracterizado", defende Jeyza Holanda, uma das foliãs do A Corda.
Uma das primeiras "vítimas" do bloco este ano, Ruan Silva, era só bom humor, apesar do sono. "É carnaval, tudo é válido", acredita Ruan. "Tem que aproveitar o último dia de carnaval ao máximo", defende Victor Lima, que veio de Aracaju para brincar nas ladeiras de Olinda. "É ótimo acordar assim, o problema é ir ao banheiro", brinca Rachid Frota, turista de Sobral (Ceará), acordado pelo bloco depois de ter ido dormir de madrugada.
Integrantes entram nas casas acordando os foliões. (Foto: Katherine Coutinho/G1)Integrantes entram nas casas acordando os foliões. (Foto: Katherine Coutinho/G1)
O bloco A Corda já é conhecido pelos moradores do Sítio Histórico, que ficam nas janelas para vê-lo passar. "Eu vejo desde o primeiro ano, acordo cedo e fico aqui na janela", conta Juscelino Bourbon.
O bloco trouxe neste ano uma banda de pífano para acordar os foliões. "Depois de quatro dias de frevo, é bom escutar um outro ritmo", explica Sidney Oliveira, um dos fundadores do A Corda. "É uma homenagem também a Luiz Gonzaga. Ele levou o Nordeste e Pernambuco para o resto do mundo. Nesse centenário, qualquer homenagem é até pouco por tudo que ele fez", comenta Eustáquio Rodrigues, que acompanha o A Corda há 12 anos, mas é amigo de infância dos fundadores.
Este ano, uma banda de pífano animou o desfile. (Foto: Katherine Coutinho/G1)Este ano, uma banda de pífano animou o desfile. (Foto: Katherine Coutinho/G1)

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