quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Rayssa Leal e as características impressionantes da Geração Z


O que podemos aprender com ela?

Mariana Munis

Professora de Marketing e Comportamento do Consumidor da Universidade Presbiteriana Mackenzie – Campinas. 


Quem não se apaixonou pela querida Fadinha, Rayssa Leal, adolescente de 15 anos que trouxe a medalha de prata inédita do skate feminino para o Brasil nas últimas Olimpíadas e foi ouro nos jogos Pan-Americanos, pode-se considerar morto por dentro.  

Brincadeiras à parte, comecei a observar e admirar o jeito leve da Fadinha, e, ao mesmo tempo, relembrei a discussão e rixa entre as gerações Y e Z, geradas por uma thread no X (antigo Twitter) há algum tempo atrás, e fiquei pensando, como nós, das gerações anteriores, podemos criticar a Geração Z, sendo que a Rayssa parece perfeita, sem defeitos? Ela que é pura representatividade: mulher, nordestina, pioneira e a atleta mais jovem a trazer uma medalha para nosso país... 

Portanto, minha intenção com esse texto é mostrar algumas características positivas da Geração Z, encontradas na maneira de agir da Rayssa (sem ser cringe), e o que podemos aprender com elas, afinal, os jovens dessa geração estão invadindo o mercado de trabalho, encontram-se em peso nas turmas iniciais da graduação que leciono e começaram a consumir diversos produtos e serviços.  

Diferenciando as gerações 

Os grupos etários, também conhecido como gerações, apresentam valores, necessidades e padrões de comportamento semelhantes, formando assim uma subcultura que pode conter importantes segmentos de mercado, afinal, cada grupo etário sofreu grandes influências e foi marcado por fatos históricos, tecnologia, valores, atitudes e predisposições de uma época. 

Existem grupos etários importantes para as empresas, os quais denominam-se como: baby boomers, Geração X, Geração Y, Geração Z e Geração Alpha (nascidos pós 2010, ainda crianças e pré-adolescentes). 

As gerações são divididas da seguinte forma:  

Baby Boomers: são pessoas nascidas no período após a Segunda Guerra Mundial, de 1946 a 1963 (algumas literaturas falam que é até 1964); 

Geração X: nascidos entre 1964 (algumas literaturas falam que é a partir de 1965) e 1979; 

Geração Y (Millenials): composta por pessoas nascida entre 1980 e 2000. Alguns autores também alegam que a Geração Y nasceu de 1980 e 1995; 

Geração Z: nascidos de 1995 até 2010, ou de até 2000 até 2010; 

Geração Alpha: nascidos pós 2010, ainda crianças e pré-adolescentes. 

Geração Z e o que podemos aprender com a Rayssa Leal 

A Geração Z é composta por indivíduos nascidos a partir de 1995 até 2010, ou de até 2000 até 2010, ou de 1998 a 2010 (dependendo da literatura, essa data varia). Por serem nativos digitais, se adaptam facilmente às novas tecnologias e velocidade na captação de conteúdo. 

Esta geração é muito impactada por mudanças políticas, sociais e tecnológicas que influenciaram e alteraram as suas crenças e formas de viver. Sempre conheceram um mundo instável e estão acostumados à turbulência que os rodeia. Um marco dessa geração é a queda das Torres Gêmeas, nos Estados Unidos da América, em 2001. Logo, esses jovens encaram o mundo de uma forma mais pragmática e realista do que os seus pais. Particularmente, muitos enfrentaram a crise econômica diretamente, vendo os seus pais cortarem despesas do lar ou até a perderem os seus empregos. 

São jovens ativos, multifacetados, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. É uma geração empreendedora e inovadora, que procura deixar a sua marca pessoal em tudo que faz. Notem que a Rayssa, ao mesmo tempo que escuta suas músicas favoritas em seus treinos, também entre uma pausa e outra consegue fazer conteúdo no TikTok e conversar com seus fãs.  

Além do mais, essa geração consegue facilmente ignorar aquilo que não é do seu interesse, ou seja, criam barreiras de atenção onde apenas absorvem aquilo que realmente lhes interessa. 

Podemos ver essa característica no retorno de Fadinha ao nosso país, depois das Olimpíadas: ela não quis posar para fotos ao lado de políticos de sua cidade, afinal, quando ela precisava de patrocínio e auxílio da Secretaria de Esportes do município, solicitados pelo seu pai, não obteve ajuda.  

Destarte, essa geração está habituada a se comunicar por vídeos e imagens (vide o TikTok), reduzindo o número de palavras utilizadas, em que o segredo é simplificar a forma como se comunica com eles. Como são nativos digitais, a tecnologia já faz parte do seu dia a dia, e expor um pouco mais da sua vida nas mídias sociais. Além do mais, a Geração Z também gosta de viver no agora e as suas necessidades têm que ser satisfeitas de imediato.  

Outra característica dos indivíduos dessa geração é trabalhar com mais facilidade com a diversidade, igualdade de gênero e globalização, já que para eles não existem fronteiras geográficas e a globalização é um termo que utilizam desde a infância. Olhe como a Rayssa se conectava nas Olimpíadas genuinamente com a skatista filipina Margielyn Didal, fazendo dancinhas juntas no TikTok, além de terem um fair play impressionante e admirável na competição.  

A Fadinha também dialoga sem problemas com os skatistas mais velhos e pioneiros, como por exemplo Tony Hawk (da Geração Baby Boomer), seguindo seus conselhos, compartilhando os treinos e interagindo nas mídias sociais. Também se espelha e compartilha suas conquistas e vivências com Letícia Bufoni (Geração Y) e Pâmela Rosa (também da Geração Z). 

Além do mais, a Geração Z também possui espírito crítico em relação aos assuntos que os rodeiam, pois convivem com mudanças em diversos âmbitos, desde que nasceram, sendo muito sensíveis aos assuntos de igualdade social e alterações climáticas. Note que Rayssa, ao voltar para o Brasil das Olimpíadas em meio à pandemia por Covid-19, pede aos seguidores para não aglomerarem no aeroporto, quando ela chegasse ao Maranhão, nem quando passasse com caminhão de bombeiros por sua cidade, Imperatriz. 

Por conta da sobrecarga de informações que recebem diariamente, os Z procuram, de maneira corriqueira, momentos de diversão e formas de fazer mais rápido, melhor e de maneira mais divertida uma tarefa, na sua vida social, no local de trabalho ou mesmo nas suas compras. Valorizam experiências incríveis e significativas na sua vida. Em entrevista para o Globo Esporte, após a conquista da prata nas Olimpíadas, Rayssa afirma: “eu só me diverti, é o que eu mais sei fazer”.  

A campeã da medalha de prata da ginástica artística geral nas Olimpíadas (feminino individual) e grande destaque da ginástica artística dos jogos Pan-Americanos, Rebeca Andrade, também da Geração Z, ao falar carinhosamente sobre Simone Biles, torcia para que a ginasta voltasse a se divertir nas competições, depois que ela fez aquela pausa.  

Por fim, sabemos que todas as gerações são compostas por suas luzes e sombras, logo, podemos aprender muitas coisas com todas, atuando em equipes de empresas que considerem representar cada uma delas, principalmente com a Geração Z, tão criticada nos últimos meses pelas gerações anteriores. 

Que nós, das gerações baby boomer, X e Y, possamos aprender com a Geração Z a saber dizer não ao que não faz parte de nosso propósito e verdade, não termos medo de pontuar o que é certo e errado para nossas vidas; que levemos em consideração trabalharmos com maior cooperação e menor competição. Também acho incrível a visão de mundo desses jovens, sua tolerância ao diferente, aceitação à diversidade e maior engajamento e sensibilidade com as causas sociais e ambientais. Que possamos aprender com eles a levar a vida de uma maneira mais leve, não nos esquecendo de trazer e priorizar a diversão (sempre que possível) nos diversos âmbitos de nossa vida.

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie  

 

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) está na 91ª posição entre as melhores instituições de ensino da América do Sul, segundo ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking – edição 2024. Comemorando mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

Informações  

Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie  

imprensa_mackenzie@viveiros.com.br 

Eudes Lima, Belle Taranha, Eduardo Barbosa, Kelly Teodoro e Esdras Matias

(11) 2766-7280

Celular de plantão: (11) 9.8169-9912

 Rayssa Leal e as características impressionantes da Geração Z

O que podemos aprender com ela?

Mariana Munis

Professora de Marketing e Comportamento do Consumidor da Universidade Presbiteriana Mackenzie – Campinas. 


Quem não se apaixonou pela querida Fadinha, Rayssa Leal, adolescente de 15 anos que trouxe a medalha de prata inédita do skate feminino para o Brasil nas últimas Olimpíadas e foi ouro nos jogos Pan-Americanos, pode-se considerar morto por dentro.  

Brincadeiras à parte, comecei a observar e admirar o jeito leve da Fadinha, e, ao mesmo tempo, relembrei a discussão e rixa entre as gerações Y e Z, geradas por uma thread no X (antigo Twitter) há algum tempo atrás, e fiquei pensando, como nós, das gerações anteriores, podemos criticar a Geração Z, sendo que a Rayssa parece perfeita, sem defeitos? Ela que é pura representatividade: mulher, nordestina, pioneira e a atleta mais jovem a trazer uma medalha para nosso país... 

Portanto, minha intenção com esse texto é mostrar algumas características positivas da Geração Z, encontradas na maneira de agir da Rayssa (sem ser cringe), e o que podemos aprender com elas, afinal, os jovens dessa geração estão invadindo o mercado de trabalho, encontram-se em peso nas turmas iniciais da graduação que leciono e começaram a consumir diversos produtos e serviços.  

Diferenciando as gerações 

Os grupos etários, também conhecido como gerações, apresentam valores, necessidades e padrões de comportamento semelhantes, formando assim uma subcultura que pode conter importantes segmentos de mercado, afinal, cada grupo etário sofreu grandes influências e foi marcado por fatos históricos, tecnologia, valores, atitudes e predisposições de uma época. 

Existem grupos etários importantes para as empresas, os quais denominam-se como: baby boomers, Geração X, Geração Y, Geração Z e Geração Alpha (nascidos pós 2010, ainda crianças e pré-adolescentes). 

As gerações são divididas da seguinte forma:  

Baby Boomers: são pessoas nascidas no período após a Segunda Guerra Mundial, de 1946 a 1963 (algumas literaturas falam que é até 1964); 

Geração X: nascidos entre 1964 (algumas literaturas falam que é a partir de 1965) e 1979; 

Geração Y (Millenials): composta por pessoas nascida entre 1980 e 2000. Alguns autores também alegam que a Geração Y nasceu de 1980 e 1995; 

Geração Z: nascidos de 1995 até 2010, ou de até 2000 até 2010; 

Geração Alpha: nascidos pós 2010, ainda crianças e pré-adolescentes. 

Geração Z e o que podemos aprender com a Rayssa Leal 

A Geração Z é composta por indivíduos nascidos a partir de 1995 até 2010, ou de até 2000 até 2010, ou de 1998 a 2010 (dependendo da literatura, essa data varia). Por serem nativos digitais, se adaptam facilmente às novas tecnologias e velocidade na captação de conteúdo. 

Esta geração é muito impactada por mudanças políticas, sociais e tecnológicas que influenciaram e alteraram as suas crenças e formas de viver. Sempre conheceram um mundo instável e estão acostumados à turbulência que os rodeia. Um marco dessa geração é a queda das Torres Gêmeas, nos Estados Unidos da América, em 2001. Logo, esses jovens encaram o mundo de uma forma mais pragmática e realista do que os seus pais. Particularmente, muitos enfrentaram a crise econômica diretamente, vendo os seus pais cortarem despesas do lar ou até a perderem os seus empregos. 

São jovens ativos, multifacetados, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. É uma geração empreendedora e inovadora, que procura deixar a sua marca pessoal em tudo que faz. Notem que a Rayssa, ao mesmo tempo que escuta suas músicas favoritas em seus treinos, também entre uma pausa e outra consegue fazer conteúdo no TikTok e conversar com seus fãs.  

Além do mais, essa geração consegue facilmente ignorar aquilo que não é do seu interesse, ou seja, criam barreiras de atenção onde apenas absorvem aquilo que realmente lhes interessa. 

Podemos ver essa característica no retorno de Fadinha ao nosso país, depois das Olimpíadas: ela não quis posar para fotos ao lado de políticos de sua cidade, afinal, quando ela precisava de patrocínio e auxílio da Secretaria de Esportes do município, solicitados pelo seu pai, não obteve ajuda.  

Destarte, essa geração está habituada a se comunicar por vídeos e imagens (vide o TikTok), reduzindo o número de palavras utilizadas, em que o segredo é simplificar a forma como se comunica com eles. Como são nativos digitais, a tecnologia já faz parte do seu dia a dia, e expor um pouco mais da sua vida nas mídias sociais. Além do mais, a Geração Z também gosta de viver no agora e as suas necessidades têm que ser satisfeitas de imediato.  

Outra característica dos indivíduos dessa geração é trabalhar com mais facilidade com a diversidade, igualdade de gênero e globalização, já que para eles não existem fronteiras geográficas e a globalização é um termo que utilizam desde a infância. Olhe como a Rayssa se conectava nas Olimpíadas genuinamente com a skatista filipina Margielyn Didal, fazendo dancinhas juntas no TikTok, além de terem um fair play impressionante e admirável na competição.  

A Fadinha também dialoga sem problemas com os skatistas mais velhos e pioneiros, como por exemplo Tony Hawk (da Geração Baby Boomer), seguindo seus conselhos, compartilhando os treinos e interagindo nas mídias sociais. Também se espelha e compartilha suas conquistas e vivências com Letícia Bufoni (Geração Y) e Pâmela Rosa (também da Geração Z). 

Além do mais, a Geração Z também possui espírito crítico em relação aos assuntos que os rodeiam, pois convivem com mudanças em diversos âmbitos, desde que nasceram, sendo muito sensíveis aos assuntos de igualdade social e alterações climáticas. Note que Rayssa, ao voltar para o Brasil das Olimpíadas em meio à pandemia por Covid-19, pede aos seguidores para não aglomerarem no aeroporto, quando ela chegasse ao Maranhão, nem quando passasse com caminhão de bombeiros por sua cidade, Imperatriz. 

Por conta da sobrecarga de informações que recebem diariamente, os Z procuram, de maneira corriqueira, momentos de diversão e formas de fazer mais rápido, melhor e de maneira mais divertida uma tarefa, na sua vida social, no local de trabalho ou mesmo nas suas compras. Valorizam experiências incríveis e significativas na sua vida. Em entrevista para o Globo Esporte, após a conquista da prata nas Olimpíadas, Rayssa afirma: “eu só me diverti, é o que eu mais sei fazer”.  

A campeã da medalha de prata da ginástica artística geral nas Olimpíadas (feminino individual) e grande destaque da ginástica artística dos jogos Pan-Americanos, Rebeca Andrade, também da Geração Z, ao falar carinhosamente sobre Simone Biles, torcia para que a ginasta voltasse a se divertir nas competições, depois que ela fez aquela pausa.  

Por fim, sabemos que todas as gerações são compostas por suas luzes e sombras, logo, podemos aprender muitas coisas com todas, atuando em equipes de empresas que considerem representar cada uma delas, principalmente com a Geração Z, tão criticada nos últimos meses pelas gerações anteriores. 

Que nós, das gerações baby boomer, X e Y, possamos aprender com a Geração Z a saber dizer não ao que não faz parte de nosso propósito e verdade, não termos medo de pontuar o que é certo e errado para nossas vidas; que levemos em consideração trabalharmos com maior cooperação e menor competição. Também acho incrível a visão de mundo desses jovens, sua tolerância ao diferente, aceitação à diversidade e maior engajamento e sensibilidade com as causas sociais e ambientais. Que possamos aprender com eles a levar a vida de uma maneira mais leve, não nos esquecendo de trazer e priorizar a diversão (sempre que possível) nos diversos âmbitos de nossa vida.

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie  

 

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) está na 91ª posição entre as melhores instituições de ensino da América do Sul, segundo ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking – edição 2024. Comemorando mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

Informações  

Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie  

imprensa_mackenzie@viveiros.com.br 

Eudes Lima, Belle Taranha, Eduardo Barbosa, Kelly Teodoro e Esdras Matias

(11) 2766-7280

Celular de plantão: (11) 9.8169-9912

 

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