sábado, 23 de julho de 2022

João Roma promete baixar impostos se for eleito

 


O agora oficializado candidato a governador da Bahia, João Roma (PL), teve a chapa confirmada pelo partido em uma convenção realizada na manhã de ontem


Tribuna da Bahia, Salvador
23/07/2022 00:00 | Atualizado há 20 horas e 15 minutos

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Foto: Divulgação

Por Henrique Brinco 

O agora oficializado candidato a governador da Bahia, João Roma (PL), teve a chapa confirmada pelo partido em uma convenção realizada na manhã de ontem. O grande evento reuniu os principais bolsonaristas baianos em um prédio alugado na Avenida Juracy Magalhães. 

Em um forte discurso antipetista, o bolsonarista disse que a Bahia "precisa de uma mudança de verdade e que sua prioridade, se eleito governador, será reduzir os impostos para atrair investimentos para o estado". 

"Todos observam que nós precisamos de uma mudança para valer. Não adianta uma mudança de seis por meia dúzia, queremos uma mudança efetiva nas práticas políticas da Bahia, porque a outra matriz que está aí é a política do atraso, da perseguição, do empreguismo e o que nós queremos é uma Bahia liberta, uma Bahia que caminhe de mãos dadas no Brasil", declarou Roma, durante entrevista coletiva que antecedeu os discursos dos convencionais. 

Questionado pela imprensa, Roma disse que sua prioridade será baixar impostos. “Minha prioridade será baixar impostos, pois não é possível que um estado fique perdendo competitividade. Isso faz com que os investimentos corram da Bahia”, explicou. O candidato do PL disse que tem uma ligação com o interior do estado e também com o setor produtivo. 
“Não farei como esses governantes que viram as costas para toda essa Bahia grandiosa, com muitas vocações, com muitos vetores de desenvolvimento, literalmente abandonados, pois não é nem o estado nem a prefeitura que geram emprego, quem gera emprego é quem atrai investimentos e colocam uma roça para produzir, uma pequena indústria, um comércio e um serviço”, emendou. 

O pré-candidato disse ainda que, além da crise econômica causada pela "política errática do PT", há também a violência que se instala com exemplos de "novo cangaço" que "amedrontam a população de bem": "Fico indignado com o estágio de violência na Bahia. A cada hora vemos imagens chocantes do crime organizado e do tráfico de drogas cometendo aberrações com a nossa juventude. E me vem o governador [Rui Costa] dizer que o tráfico emprega muitos jovens. O nome disso não é emprego, é descaminho". 

Ele ainda destacou que "a Bahia precisa andar de mãos dadas com o Brasil" e apoiar Jair Bolsonaro. O deputado recordou a missão que o presidente lhe deu quando ele assumiu o Ministério da Cidadania e criou o Auxílio Brasil, que triplicou os recursos de transferência de renda no país. "O PT dizia que ajudava os pobres, mas Bolsonaro é que está estendendo a mão e melhorando a vida de cada um dos cidadãos", alfinetou.

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