De acordo com os documentos a Acelen vem praticando, na Bahia, preços maiores do que os que pratica para vendas a outros Estados
Foto: Romildo de JesusO Sindicato do Comércio Varejista de Derivado de Petróleo do Estado da Bahia (Sindicombustíveis), preocupado com os elevados preços praticados pela Acelen, monopolista regional que adquiriu a RLAN, apresentou nesta sexta-feira (04), por meio do seu presidente Walter Tannus Freitas, uma representação por possível abuso de poder econômico ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
De acordo com os documentos apresentados ao CADE a Acelen vem praticando, no estado da Bahia, preços substancialmente maiores do que os que ela própria pratica para vendas a outros Estados, como Alagoas, Maranhão e até mesmo Amazonas. As diferenças em relação à gasolina A chegaram a mais de trinta centavos por litro em fevereiro deste ano e vinte e oito centavos para o óleo diesel S10.
A Acelen, empresa controlada pelo Fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, é a primeira refinaria privatizada da Petrobras. O Governo e a sociedade em geral esperavam que com a privatização os preços caíssem. Mas, no caso da Bahia, tem se verificado justamente o contrário.

Walter Tannus Freitas, apresentou ao CADE representação por abuso de poder da Acelen | Foto: Antonio Saturnino
O Sindicato entende que possa estar havendo possível abuso de poder econômico da Acelen, que atua como monopolista de fato no mercado de refino na Bahia e vem impondo preços maiores que os praticados pelas demais refinarias brasileiras. Em defesa da livre inciativa, da livre concorrência e de um mercado saudável e competitivo o Sindicato espera que o CADE adote as providências necessárias para restabelecer a liberdade no mercado.
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