A Casa Civil afirma que, por não ter compromissos oficiais, a presidente afastada só poderá usar avião da FAB para ir a Porto Alegre
Que bom!
No Estadão,
reportagem de Carla Araújo, Tânia Monteiro e Gabriela Lara conta que
Dilma será limitada na sua atual tarefa de gastar dinheiro público para
ofender o estado de direito, como fez, por exemplo, ontem à noite, em viagem ao Rio de Janeiro em que discursou explorando politicamente o estupro daquela menor. Comentei mais cedo neste blog. Leiam:
Um parecer elaborado pela subchefia de
assuntos jurídicos da Casa Civil restringiu o uso de aeronaves da Força
Aérea Brasileira (FAB) pela presidente afastada Dilma Rousseff. O
parecer foi emitido nesta quinta-feira e, conforme o órgão comandado
pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), já está em vigor. Com isso
Dilma só poderá solicitar a aeronave para ir para o Rio Grande do Sul,
onde reside.
A decisão contraria a principal
estratégia da petista que pretendia neste período de afastamento
defender o seu mandato. Desde que o impeachment foi aceito no Senado, no
dia 12 de maio, Dilma já viajou para atos em Belo Horizonte e para o
Rio de Janeiro, além de ter ido três vezes a Porto Alegre, onde tem
família.
“Hoje houve uma decisão da Casa Civil
ilegítima, cujo objetivo é proibir que eu viaje”, disse ao participar do
lançamento de um livro na capital gaúcha, nesta sexta-feira. “É um
escândalo que não eu não possa viajar para o Rio, para o Pará ou
qualquer outro lugar”, disse.
Ela justificou que não pode pegar um
avião comercial, como qualquer outra pessoa faria, porque a Constituição
determina que é preciso haver um aparato de segurança fazendo sua
escolta. “Então temos uma situação que tem ser resolvida, porque eu vou
viajar”, afirmou.
De acordo com fontes da Casa Civil, o
parecer não tem cunho político e limita-se a “uma análise técnica e
jurídica da Casa”. A justificativa para o veto ao uso da aeronave é que
Dilma não tem compromissos oficiais e o transporte aéreo é destinado
apenas a atos oficiais. “Envolve uma logística enorme, muita segurança. É
uma estrutura de chefe de estado”, disse uma fonte da Casa Civil.
“A regra a que se impõe a todo gestor de
recursos públicos é a do reconhecimento de que todo e qualquer ato do
poder público deve se dar em conformidade com os ditames
constitucionais, em especial aqueles relativos aos princípios que
norteiam a atividade administrativa, a saber, a legalidade, a
razoabilidade, o interesse público, a transparência, a economicidade e a
moralidade”, diz o parecer.
Apesar de ter sido emitido na
quinta-feira, a decisão não afetou a viagem que a presidente afastada
Dilma Rousseff fez para o Rio de Janeiro. Segundo fontes do Planalto, a
decisão de permitir a viagem ao Rio foi para “evitar maiores
constrangimentos”. “Ontem a solicitação já havia sido feita com
antecedência. Agora, depois de hoje já começa a valer”, afirmou uma
fonte do Planalto.
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