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Hélio Dias Viana
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Sempre se admitiu — e com quanta razão! — que o pensamento do PT é marxista, e que sua meta última é a implantação do comunismo no Brasil. E isto explica-se facilmente, uma vez que esse partido é a expressão sociopolítica da corrente religiosa denominada “Teologia da Libertação”, a qual visa tornar o comunismo palatável aos católicos latinoamericanos.Além das demonstrações de simpatia pelo comunismo havidas ao longo dos três governos petistas no âmbito externo — solidariedade em relação a ditadores do Irã, do Vietnã, de Cuba, da Venezuela etc. — a obra interna desses governos tem sido de demolição das instituições. Seu objetivo está consubstanciado no famigerado Programa Nacional de Direitos Humanos – 3 (PNDH-3), um dos documentos revolucionários mais amplos e radicais de que se tenha notícia, decretado no apagar das luzes do segundo mandato de Lula da Silva.Pois bem, a recente edição de um dos postulados do PNDH-3 — o Decreto 8.243, assinado pela presidente Dilma em 23 de maio último, o qual estabelece a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social” — está em vias de transformar o Brasil em um país comunista, onde os verdadeiros interlocutores do governo serão os mal-chamados “Movimentos Sociais”. Exatamente como aconteceu na Rússia, quando foi criado um poder paralelo — o dos sovietes — que depois prevaleceu sobre os demais poderes e implantou o regime comunista antinatural e anticristão que escravizou não somente aquela nação, mas diversas outras por muitas décadas. Se alguém ainda tiver alguma dúvida sobre o que pretende o governo petista com o referido Decreto 8.243, leia as declarações de Frei Betto, publicadas em 14-7-2014 no site da “Rede Brasil Atual” (RBA) sob o título “Para Frei Betto, Política Nacional de Participação Social fortalece a democracia”. Sublinhamos algumas partes das declarações e chamamos a atenção para o fato de que os esquerdistas sempre falam arteiramente em “aprimorar a democracia” para evitarem de dizer “implantar o socialismo ou o comunismo”.
Eis a
notícia:
“São Paulo — Para o
assessor de movimentos sociais, Frei Betto, a Política Nacional de Participação
Social, decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff no dia 23 de maio, é um
avanço democrático que deve fortalecer a participação da sociedade civil na
construção de políticas públicas. Em seu comentário hoje (14-7) à Rádio Brasil
Atual, o escritor ressalta que o decreto vai de encontro às demandas
apresentadas pela sociedade.
“‘Esse decreto
obriga todos os órgãos e entidades da administração pública federal, direta e
indireta, de consulta pública antes de qualquer decisão de interesse da
sociedade civil’, explica. O objetivo da política é consolidar
a participação social como método de governo e obrigar que todos os ministérios
e agências reguladoras consultem a população. ‘Trata-se de um passo
importante para aprimorar a democracia
brasileira.’
“A PNPS —
recém-instituída por meio do Decreto Presidencial nº 8.243 e que vem despertando
forte resistência da oposição ao governo federal no Congresso — tem o objetivo
de fortalecer e articular os mecanismos de diálogo entre a administração pública
federal e a sociedade civil. Para isso, o decreto define dez conceitos:
sociedade civil, conselho de políticas públicas, comissão de políticas públicas,
conferência nacional, ouvidoria pública federal, mesa de diálogo, fórum
interconselhos, audiência pública, consulta pública e ambiente virtual de
participação social.
“O decreto busca estimular
as instâncias já existentes de democracia participativa para que a formulação,
implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas tenham
participação popular.
“‘A única coisa
que a gente lamenta é que esse fruto das manifestações seja colhido somente 11
anos depois de o PT chegar à presidência da República e às vésperas das
eleições’, prosseguiu Frei Betto. Segundo seu comentário, Lula tentou, com a
criação do Conselho da Presidência da República em 2003, órgão que contava com a
participação de representes de todos os segmentos da sociedade para diálogo com
o poder executivo, quebrar a ‘ponte exclusiva’ entre o Palácio do Planalto e o
Congresso Nacional.
“‘Havia lá
sindicalistas, representantes do MST, empresários, comerciantes, enfim. Mas com
o tempo ele tornou-se um espaço no qual apenas o empresariado tinha
voz’. O assessor de movimentos sociais enfatiza que a
implementação do decreto deve melhorar o diálogo entre o governo e sociedade
civil.
“Frei Betto critica ainda
que muitos deputados federais e senadores não consultem suas bases eleitorais e
exerçam atividades públicas em função de interesses privados. ‘A
política de participação social introduz nas estruturas do Estado brasileiro um
mecanismo de consulta popular’, avalia.”
* *
*
Parece-nos oportuno
transcrever aqui o parágrafo final do incisivo e esclarecedor Comunicado
difundido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
sobre este desagregador Decreto presidencial:
“Caso não seja derrubado,
o Decreto nº 8.243 terá operado uma transformação radical nas instituições do
Estado de Direito, esvaziando o regime de democracia representativa, deixando o
País refém de minorias radicais de esquerda e de ativistas, abrindo as portas
para a tão almejada fórmula do atropelo e do arbítrio, típica dos regimes
bolivarianos”.
Assistiremos passivamente a
essa obra de demolição premeditada? Ou, fazendo uso dos meios legais e
pacíficos, tudo envidaremos para impedir que a solércia de uns poucos substitua
pela foice e o martelo a cruz protetora que o Criador estampou no Cruzeiro do
Sul que brilha no alto do nosso firmamento?
( * )
Helio Dias Viana é escritor e colaborador da ABIM
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