segunda-feira, 16 de setembro de 2019

BLW, o método de introdução alimentar gentil

Materhood


Hoje em dia, boa parte das pessoas já ouviu falar em desmame gentil. Mas que tal optar também por uma introdução alimentar gentil? Embora eu tenha inventado esse termo, a ideia é a mesma: o melhor para ambas as partes, você e seu filho.
Meu filho se alimentou exclusivamente de leite materno durante os seis primeiros meses de vida. E quando chegou a hora de diversificar o cardápio, não foi assim tão fácil. A ansiedade e a falta de informação dessa mamãe de primeira viagem atrapalharam bastante, confesso, mas sei que isso faz parte do processo. Saímos da consulta mensal com o pediatra com uma lista de frutas para inserir na rotina alimentar do Nicolas. Mas, nessa mesma consulta, perguntei sobre o método BLW (Baby Led Weaning, abordagem em que pedaços grandes de alimentos são oferecidos à criança, para que ela se alimente sozinha, com as mãos). Infelizmente, por desconhecimento profundo da técnica, a médica me informou que a ideia não seria possível, já que meu filho ainda não fazia o movimento de pinça com os dedos. Hoje eu sei que isso não influencia em nada, já que os bebês têm jeitos diferentes de pegar objetos e alimentos sólidos, e isso é, justamente, um treinamento para chegar ao movimento de pinça. Mas só fui descobrir isso bem depois daquela consulta.
O mamão foi o escolhido para iniciar o processo, e foi sucesso! E claro que com um monte de gente em volta dele, acompanhando cada pedacinho ingerido – e comemorando – como se fosse final de campeonato. Cada colherada era uma vibração! Tanta, que até o protagonista achava graça e se desmanchava em risadas com nossa reação e com a nova experiência.
Frutinha aceita, agora era a hora de introduzir o salgado a esse paladar. Um mês depois de experimentar sólido pela primeira vez, ganhei a missão de alimentá-lo com a quantidade média de uma xícara de papinha salgada. E aí começou a complicar. Ele nunca comia tudo. Às vezes comia um pouco mais, às vezes um pouco menos, mas NUNCA a quantidade ideal. E então me vi fazendo malabarismos para ele abrir a boca para eu aproveitar a oportunidade e colocar a comida lá dentro. Afinal de contas, segundo a pediatra, ele PRECISAVA comer muito mais do que estava comendo.
Sentar-se no cadeirão já era sinônimo de reclamação da parte dele. E confesso também que eu ficava cada vez mais incomodada. Então decidi mudar a estratégia. Li muito, pesquisei, comprei livros e mudamos radicalmente a alimentação do Nicolas. E aos oito meses começamos o BLW.
Os principais pontos que amo e aprendi com o método BLW é que nessa primeira fase o bebê precisa conhecer os alimentos e, por isso, tudo bem se ele não comer bem, porque o leite materno continua sendo a principal fonte de nutrientes até o primeiro ano. Nossa vida mudou completamente quando passei a entender e aplicar o BLW. Desde então, as refeições são prazerosas, tanto para ele quanto para mim.
Depois de todo esse relato, só deixo um conselho: mãe, relaxe! Envolva seu filho no processo, explique qual alimento ele está olhando e permita que ele conheça esse alimento da forma que ele quiser. Ele vai apertar, cheirar, jogar no chão... Ele vai fazer de tudo antes de, finalmente, comer.
Respeite seu bebê. Se ele não abrir a boca para comer é porque, naquele momento, ele simplesmente não quer esse alimento. Então não force. Ofereça novamente em outro horário, de outra maneira. Assim, aos poucos, vocês acabam se entendendo.
Depois de passar por todo esse processo na introdução alimentar, acredito que o mais difícil seja a opinião alheia. A maioria das pessoas ainda desconhece o BLW, morre de medo da criança engasgar-se, sofre com a sujeira que é inevitável no começo, e por aí vai. O tempo todo escuto besteiras e olhos revirando de indignação pela maneira que escolhi apresentar os alimentos ao meu filho. E por isso o conhecimento é tão importante, pois te dá segurança para seguir em frente (e ignorar as opiniões não solicitadas!).
Deixo aqui minha colaboração para outras mãezinhas que, assim como eu fiquei, estão perdidas em relação à nova alimentação do bebê:
  • Para começar: não tenha medo de desnutrição. O leite materno (ou a fórmula infantil) continua sendo o principal alimento e fonte de nutrientes até um ano de idade;
  • Ao iniciar o BLW, seu filho não vai comer. Ele vai conhecer o alimento, explorar suas formas, texturas e até jogar no chão. Não se preocupe, isso é normal;
  • Quando finalmente começar a levar os alimentos à boca, seu filho vai fazer muita bagunça, mas é dessa forma que ele vai aprender a manipular cada um deles;
  • Em alguns dias ele vai comer super bem. Em outros dias, nem tanto;
  • Existe a fase da paixão por alguns alimentos, que rapidamente se tornam os preferidos. E depois a paixão vai embora e o bebê perde o interesse. Mas se for amor verdadeiro, ele sempre vai gostar!;
  • Nossa função é oferecer alimentos saudáveis. Então, nem pense em oferecer, por exemplo, uma bolacha recheada, uma bisnaguinha, um danoninho...;
  • No começo os bebês não sabem que o alimento... alimenta! Portanto, não adianta oferecer algo quando eles estão famintos. Na hora que a fome bate, eles querem o que já conhecem;
  • Respeite o tempo do seu filho. Ele vai aprender que os alimentos servem para comer. Talvez demore um pouco, mas não force a descoberta. Não fique maluca se ele não comer hoje ou amanhã. Tudo tem o seu tempo, e nem nós, adultos, comemos a mesma quantidade de comida todos os dias;
  • Pesquise cortes seguros para oferecer cada alimento;
  • Faça as refeições junto com seu filho. As crianças aprendem por imitação principalmente. Ou seja, ele vai se espelhar em você!;
  • Estude e leia: esse conhecimento trará mais saúde para o prato do seu filho;
  • Curta essa fase de exploração dos alimentos! É muito lindo observar como nossos filhos adquirem as habilidades para manipular os alimentos;
  • E finalmente: tenha paciência, e evite ouvir os outros.

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Sobre Priscilla Kalil:
Mãe do Nicolas, autora do Materhood, o melhor lugar para as conversas de mãe, sem nenhum julgamento, Priscilla também é fisioterapeuta, esteticista, especialista em neurologia, empreendedora, CEO e instrutora de pilates no Studio KaPri. Formada há 13 anos pela Universidade Metodista de São Paulo, já viajou o mundo trabalhando com tratamentos corporais. Já morou em Perth, na Austrália, e sua volta ao Brasil há oito anos, teve um motivo: saudade da família. Esse, aliás, é um assunto que caminha de mãos dadas com o universo da maternidade, assuntos que Priscilla domina com maestria. Autora do Materhood, o melhor lugar para as conversas de mãe, sem nenhum julgamento.
Disponível para entrevistas, participação e cobertura de eventos, pois sua paixão pela escrita fez com que desenvolvesse habilidade e desenvoltura para falar sobre temas do mundo familiar e materno-infantil.


Imagens relacionadas

Priscilla Kalil, do Materhood, e seu filho Nicolas
Foto: Divulgação
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