A Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) apura uma denúncia de
fraudes em cotas para negros na instituição de ensino para ingresso no
curso de medicina, no campus de Teixeira de Freitas, no extremo sul da
Bahia. A investigação teve início depois que um aluno denunciou, através
do Facebook, que cerca de 15 pessoas não negras teriam ingressado na
instituição por meio das cotas. O estudante, que era um dos membros da
Comissão de Políticas Afirmativas, postou, na rede social, fotos de
colegas da Ufsb com fenótipo branco que entraram na lista de aprovados
em medicina, em dezembro de 2017. A Ufsb diz que, ao receber a denúncia,
formalizou o processo de investigação, no dia 7 de fevereiro de 2018, e
instaurou uma Comissão de Sindicância, na mesma data, com prazo de 30
dias para finalização. Os alunos investigados não tiveram nomes
divulgados pela instituição de ensino. A instituição diz que todas as
denúncias já encaminhadas aos setores competentes foram apuradas ou
estão em processo de apuração, seguindo os trâmites legais e
administrativos adotados pelas Instituições Federais de Ensino Superior.
No dia 5 de abril, a Comissão solicitou novo prazo, de 30 dias, para
conclusão dos trabalhos. A Comissão protocolou o relatório no dia 7 de
maio e, no dia 10 do mesmo mês, a reitoria encaminhou o documento à
Procuradoria Federal junto à Universidade, que respondeu no dia 29 de
maio, com indicações de providências a serem adotadas. (G1)

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