Dia e noite. Sol e lua. Branco e preto. Inverno e verão. Luzes e
sombras. Opostos. Complementares. Complementares! Essa é a principal
ideia que precisamos ter em mente quando o assunto são as nossas
sombras. Todo e qualquer objeto quando posto em direção à luz,
automaticamente o que se forma é a sua sombra. E assim somos nós:
compostos de aspectos positivos, que revelamos, que mostramos, que
manifestamos; e aspectos que interpretamos como negativos, que
escondemos, que mantemos obscuros, que renegamos.
As sombras nada mais são do que partes, aspectos, características nossas que aprendemos, ao longo de nossa criação e educação, que não eram adequadas, aceitas. A raiva, os desejos sexuais, a demonstração de fraqueza, a vulnerabilidade, os anseios por poder e bens materiais foram construídos, na grande maioria das pessoas, como manifestações negativas, que precisavam ser reprimidas. Só que, por exemplo, a energia da raiva que nos leva à agressividade – quando não é reconhecida – é a mesma energia que impulsiona um pai ou uma mãe a se jogar num rio sem saber nadar para salvar um filho. Não existem emoções positivas ou negativas, quem as categoriza e coloca em caixinhas é a mente, que é constituída por nossas interpretações de mundo, experiências, crenças; e sempre busca analisar e colocar toda e qualquer informação que nos chega logo em algum rótulo ou categoria.
Existe uma frase bem conhecida do renomado psicanalista Carl Jung que diz que a tudo que se resiste, persiste. Então, hoje, finalizo esta coluna de uma maneira diferente: propondo um exercício. Você, que me lê agora, neste momento, comece a observar seus incômodos. Se uma determinada pessoa te incomoda, seja por qual for o motivo, perceba, em você, de que forma essa característica que incomoda no outro se manifesta aí dentro.
Topa? Valendo!
As sombras nada mais são do que partes, aspectos, características nossas que aprendemos, ao longo de nossa criação e educação, que não eram adequadas, aceitas. A raiva, os desejos sexuais, a demonstração de fraqueza, a vulnerabilidade, os anseios por poder e bens materiais foram construídos, na grande maioria das pessoas, como manifestações negativas, que precisavam ser reprimidas. Só que, por exemplo, a energia da raiva que nos leva à agressividade – quando não é reconhecida – é a mesma energia que impulsiona um pai ou uma mãe a se jogar num rio sem saber nadar para salvar um filho. Não existem emoções positivas ou negativas, quem as categoriza e coloca em caixinhas é a mente, que é constituída por nossas interpretações de mundo, experiências, crenças; e sempre busca analisar e colocar toda e qualquer informação que nos chega logo em algum rótulo ou categoria.
A grande questão que envolve as sombras é
que, quando não as reconhecemos em nós – e todos nós temos! –
projetamos nossos aspectos destrutivos nas pessoas que nos cercam, no
mundo, na maneira como enxergamos a vida. Passamos a ver defeitos em
tudo e todos, julgamos e acusamos a todo momento. Enxergamos e somos
capazes de enumerar os defeitos do vizinho, do primo, do colega de
trabalho. Sempre do outro. O mundo está errado, as pessoas precisam
mudar; eu, nunca. Não vemos as nossas próprias sombras. E uma coisa
importante a se dizer, também, querido leitor, é que as sombras não são
de todo prejudiciais. Não se trata, aqui, de algo que é preciso a todo
custo ser “jogado fora”. A grande busca é a integração dessas sombras.
Passamos um tempo imenso de nossas vidas dispensando uma energia
imensa em mostrar o que não somos e esconder o que somos pelos mais
variados motivos. Criamos máscaras, personagens que nos protegem:
mostramos e manifestamos todos os aspectos que julgamos como aceitáveis e
que, no fundo, nos farão sentirmo-nos amados, e escondemos aqueles que
entendemos que nos distanciarão do amor do outro. Mas, a integração de
nossas sombras se dá, a partir do momento que, literalmente, paramos de
apontar o dedo e percebemos em nós a existência daquele comportamento
que julgamos no outro.Existe uma frase bem conhecida do renomado psicanalista Carl Jung que diz que a tudo que se resiste, persiste. Então, hoje, finalizo esta coluna de uma maneira diferente: propondo um exercício. Você, que me lê agora, neste momento, comece a observar seus incômodos. Se uma determinada pessoa te incomoda, seja por qual for o motivo, perceba, em você, de que forma essa característica que incomoda no outro se manifesta aí dentro.
Topa? Valendo!
* – Psicanalista em formação; MBA
Executivo em Negócios; Pós-Graduada em Administração Mercadológica;
Consultora de Projetos da AM3–Consultoria e Assessoria.
E-mail: mari.benedito@outlook.com
E-mail: mari.benedito@outlook.com
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