
Durante esse período, foram realizadas 13 pesquisas utilizando os
mesmos métodos de avaliação, o que permitiu a construção de uma base de
dados ampla o suficiente para verificar a evolução da qualidade das
ligações selecionadas.
O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio
Andrade, diz que a superação desses problemas requer fortes
investimentos em infraestrutura.
“O quadro apresentado pela CNT nesse estudo é dramático, pois demonstra a incapacidade do Estado de promover a melhoria das rodovias brasileiras, o que leva à perpetuação das deficiências na infraestrutura de transporte”.
Veja as 15 piores ligações rodoviárias entre 2004 e 2017:
1 – Açailândia (MA) – Miranda do Norte (MA)
2 – Araguaína (TO) – Picos (PI)
3 – Barracão (PR) – Cascavel (PR)
4 – Dourados (MS) – Cascavel (PR)
5 – Florianópolis (SC) – Lages (SC)
6 – Governador Valadares (MG) – João Neiva (ES)
7 – Jataí (GO) – Piranhas (GO)
8 – Maceió (AL) – Salgueiro (PE)
9 – Manaus (AM) – Boa Vista (RR) – Pacaraima (RR)
10 – Marabá (PA) – Dom Eliseu (PA)
11 – Marabá (PA) – Wanderlândia (TO)
12 – Poços de Caldas (MG) – Lorena (SP)
13 – Porto Velho (RO) – Rio Branco (AC)
14 – Rio Brilhante (MS) – Porto Murtinho (MS)
15 – Salvador (BA) – Paulo Afonso (BA)
A conclusão mostra que as más condições das rodovias que compõem as
ligações se devem ao baixo nível de investimento realizado pelo governo
federal. Apesar de a maior parte dos recursos, 67,9% do orçamento
público federal aportado especificamente nas ligações, ser destinada a
ações de manutenção, o volume de recursos é insuficiente para promover a
melhoria da qualidade oferecida aos usuários.
A CNT calcula que sejam necessários R$ 5,80 bilhões apenas para
solucionar os principais problemas identificados nessas rodovias. Assim,
para recuperar apenas as piores ligações rodoviárias do país, é
necessário destinar a essas ações prioritárias o equivalente a 69,7% do
recurso autorizado pelo governo federal para intervenções rodoviárias em
2017.
Vale ressaltar que os valores identificados podem não representar a
totalidade dos investimentos feitos nas rodovias em questão. Isso pode
ocorrer pela falta de transparência do governo na divulgação dos dados e
pela ausência de identificação correta das BRs onde houve aplicação de
recursos.
As informações são da Agência CNT de Notícias
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