CORREIO
Guilherme Boulos - PSOL
Jair Bolsonaro - PSL
Data final para registro das
candidaturas pelos partidos políticos na Justiça Eleitoral é 15 de
agosto
Há exatos
seis meses da eleição presidencial deste ano, pelo menos 14 nomes já se
colocaram publicamente na disputa. Mais uma pré-candidatura deve ser
oficializada nas próximas semanas, a do PSB, e outros dois grandes
partidos, PT e MDB, ainda não definiram seus quadros, apesar de
prometerem apresentar um candidato nos próximos meses aos eleitores. A
decisão final deve ser tomada até o início de agosto, quando termina o
prazo para cada partido definir as candidaturas nas convenções.
De acordo com a legislação, os partidos políticos
devem promover convenções nacionais com seus filiados entre 20 de julho e
5 de agosto para que oficializem as candidaturas. A data final para
registro das candidaturas pelos partidos políticos na Justiça Eleitoral
é 15 de agosto.
Dentre
os concorrentes ao pleito, há ex-presidentes, senadores, deputados,
ex-ministros e até um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.
Álvaro Dias - Podemos
O senador Álvaro Dias será o candidato do Podemos. Eleito senador em 2014, pelo PSDB, Álvaro Dias migrou para o PV e, em julho do ano passado, buscou o Podemos, antigo PTN. Com a candidatura do senador, a legenda quer imprimir a bandeira da renovação da política e da participação direta do povo nas decisões do país por meio de plataformas digitais.
O senador Álvaro Dias será o candidato do Podemos. Eleito senador em 2014, pelo PSDB, Álvaro Dias migrou para o PV e, em julho do ano passado, buscou o Podemos, antigo PTN. Com a candidatura do senador, a legenda quer imprimir a bandeira da renovação da política e da participação direta do povo nas decisões do país por meio de plataformas digitais.
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| Político tem 73 anos Foto: Divulgação |
“Nós
temos que rediscutir a representação parlamentar. Não somos senadores
demais, deputados e vereadores demais? Está na hora de reduzirmos o
tamanho do Legislativo no país, tornando-o mais enxuto, econômico, ágil e
competente”, afirmou Dias, em entrevista concedida esta semana no
Congresso Nacional.
O político, de 73 anos, está no quarto mandato de
senador. De 1987 a 1991, foi governador do Paraná, à época pelo PMDB. Na
década de 1970, foi deputado federal por três legislaturas e, antes,
foi vereador de Londrina (PR) e deputado estadual no Paraná. Álvaro Dias
é formado em História.
Ciro Gomes - PDT
Pela terceira vez concorrendo ao posto mais alto do Executivo, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes vai representar o PDT na disputa presidencial. Ao anunciar o seu nome como pré-candidato na última quinta-feira (8), o pedetista adotou um discurso contra as desigualdades e propondo um “projeto de desenvolvimento” para o país.
Pela terceira vez concorrendo ao posto mais alto do Executivo, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes vai representar o PDT na disputa presidencial. Ao anunciar o seu nome como pré-candidato na última quinta-feira (8), o pedetista adotou um discurso contra as desigualdades e propondo um “projeto de desenvolvimento” para o país.
“Não dá para falar sério em educação que emancipe,
não dá para falar sério em segurança que proteja e restaure a paz da
família brasileira sem ter compromisso sério para dizer de onde vem o
dinheiro”, disse, no ato de lançamento da pré-candidatura.
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Ciro Ferreira Gomes tem 60 anos e é formado em Direito
Foto: Divulgação |
Ciro
Ferreira Gomes tem 60 anos e é formado em Direito. Ele foi governador
do Ceará por dois mandatos, ministro da Fazenda no governo de Itamar
Franco e da Integração Nacional no primeiro mandato do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, ocupou a prefeitura de Fortaleza e o
cargo de deputado estadual. Em 1998 e 2002, ele foi candidato à
Presidência, tendo ficado em terceiro e quarto colocado,
respectivamente.
Fernando Collor - PTC
O senador e ex-presidente da República Fernando Collor vai concorrer pelo PTC. Ele foi presidente da República entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment e foi substituído pelo então vice-presidente Itamar Franco. Foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto após o regime militar (1964-1985).
O senador e ex-presidente da República Fernando Collor vai concorrer pelo PTC. Ele foi presidente da República entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment e foi substituído pelo então vice-presidente Itamar Franco. Foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto após o regime militar (1964-1985).
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Fernando Collor de Mello disse que sua pré-candidatura é a retomada de uma missão pelo país
Foto: Divulgação |
Depois
de ter os direitos políticos cassados, ele se candidatou ao Senado em
2006, tendo sido eleito, e reconduzido ao cargo em 2014. Antes de ocupar
a Presidência, o jornalista e bacharel em Ciências Econômicas, formado
pela Universidade Federal de Alagoas, foi governador de Alagoas (1986) e
deputado federal (1982).
Em discurso em fevereiro na tribuna do Senado,
Fernando Collor de Mello disse que sua pré-candidatura é a retomada de
uma missão pelo país. E afirmou que pretende alavancar novamente o país,
mediante um novo acordo com a sociedade. “Isso só será possível com
planejamento e com sólido programa social que seja tecnicamente
recomendável, politicamente viável e socialmente aceito”, destacou.
Geraldo Alckmin - PSDB
Após a desistência de outros quadros da sigla, o PSDB oficializou, no último dia 20, a pré-candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esta será a segunda vez que ele disputará a vaga. Em dezembro do ano passado, em uma movimentação para unir os demais quadros tucanos em torno de sua candidatura, Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB.
Após a desistência de outros quadros da sigla, o PSDB oficializou, no último dia 20, a pré-candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esta será a segunda vez que ele disputará a vaga. Em dezembro do ano passado, em uma movimentação para unir os demais quadros tucanos em torno de sua candidatura, Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB.
Na entrevista coletiva em que anunciou a
pré-candidatura, Alckmin afirmou que irá destravar a economia e colocou
como prioridades a desburocratização, uma reforma tributária, retomar a
agenda da reforma da Previdência e reduzir os juros.
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Geraldo Alckmin tem 65 anos, é formado em medicina
Foto: Divulgação |
Geraldo
Alckmin tem 65 anos, é formado em medicina e é um quadro histórico do
PSDB em São Paulo. Ele começou a carreira como vereador em
Pindamonhangaba, no interior do estado. Foi prefeito da cidade, deputado
estadual e deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte.
Vice-governador de 1995 a 2001, ele assumiu a administração paulista
após a morte de Mário Covas, sendo reeleito em 2002. Disputou o Planalto
em 2006, quando foi derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva no 2º turno. Eleito em 2010 para mais um mandato à frente do
governo de São Paulo, Alckmin foi reeleito em 2014.
Guilherme Boulos - PSOL
Depois de uma consulta interna que contou com outros
três nomes, o PSOL decidiu lançar a pré-candidatura de Guilherme
Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), após ele
se filiar à sigla no início do mês de março. Repetindo a estratégia das
últimas eleições de apresentar uma opção mais à esquerda que os demais
partidos, o PSOL participará com candidato próprio à corrida
presidencial, que em 2010 e 2014 teve os nomes de Plínio de Arruda
Sampaio e Luciana Genro na disputa.
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Formado em Filosofia e Psicologia, Boulos tem 35 anos
Foto: Estadão |
Segundo
Boulos, é preciso levar a indignação dos cidadãos para dentro da
política. Como bandeiras de campanha, ele elencou o combate aos
privilégios do “andar de cima” da economia e a promoção de plebiscitos e
referendos de consulta à população sobre temas fundamentais. “Nós
queremos disputar o projeto de país. Não teremos uma candidatura apenas
para demarcar espaço dentro da esquerda brasileira. Vamos apresentar uma
alternativa real de projeto para o Brasil”, afirmou.
Um dos líderes do movimento pelo direito à moradia
no Brasil, Boulos ficou conhecido nacionalmente após as mobilizações
contra a realização da Copa do Mundo no país, em 2014. Como liderança do
MTST, ele organizou a ocupação de áreas urbanas, em especial no estado
de São Paulo. Formado em Filosofia e Psicologia, Boulos tem 35 anos.
Jair Bolsonaro - PSL
Deputado federal na sétima legislatura, Bolsonaro se
filiou ao PSL na última quarta-feira (7). Considerado polêmico por suas
bandeiras, Jair Bolsonaro defende a ampliação do acesso a armas e um
Estado cristão, além de criticar modelos de família, segundo ele, "não
tradicionais”, como casamento homossexual.
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Nascido em Campinas, Jair Messias Bolsonaro tem 62 anos
Foto: Divulgação |
“Nós
temos propósitos, projeto e tudo para começar a mudar o Brasil. Nós
somos de direita, respeitamos a família brasileira. Está na Constituição
que o casamento é entre homem e mulher e ponto final. Esse pessoal é o
atraso, uma comprovação de que eles não têm propostas e que a igualdade
que eles pregam é na miséria”, afirmou, durante o ato de filiação ao
PSL. De acordo com o partido, ainda não há uma data de lançamento
oficial da pré-candidatura.
Nascido em Campinas, Jair Messias Bolsonaro tem 62
anos. Ele é formado em Educação Física e militar de carreira. Ele foi
para a reserva das Forças Armadas em 1988, após se envolver em atos de
indisciplina e ser eleito vereador pelo Rio de Janeiro. Desde 1991,
assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado em 2014
pelo PP, mas migrou para o PSC.
João Amoêdo - Novo
Com 55 anos, João Amoêdo é o candidato pelo partido
Novo, que ajudou a fundar. Formado em engenharia e administração de
empresas, fez carreira como executivo do mercado financeiro.
Amoêdo foi um dos fundadores do Partido Novo, que
teve seu registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em
2015. A disputa presidencial em 2018 será a primeira experiência
política dele.
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A disputa presidencial em 2018 será a primeira experiência política dele
Foto: Divulgação |
Entre
as principais bandeiras de Amoêdo, assim como do Partido Novo, estão a
maior autonomia e liberdade do indivíduo, a redução das áreas de atuação
do Estado, a diminuição da carga tributária e a melhoria na qualidade
dos serviços essenciais, como saúde, segurança e educação. "É fácil
acabar com a desigualdade, basta tornar todo mundo pobre. Ao combater a
desigualdade você não está preocupado em criar riqueza e crescer, você
só está preocupado em tornar todo mundo igual. O importante é acabar com
a pobreza e concentrar na educação básica de qualidade para todos", diz
o candidato em sua página oficial na internet.
José Maria Eymael - PSDC
Já o PSDC confirmou no último dia 15 de março a
pré-candidatura do seu presidente nacional, José Maria Eymael, que vai
concorrer pela quinta vez. Além de fundador do PSDC, José Maria Eymael é
advogado e nasceu em Porto Alegre. Sua trajetória política começou na
capital gaúcha, onde foi um dos líderes da Juventude Operária Católica.
Em 1962, filiou-se ao Partido Democrata Cristão (PDC) e atuou como líder
jovem do partido.
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Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo
Foto: Divulgação |
Em
1986, foi eleito deputado federal por São Paulo. Em 1990, conquistou o
segundo mandato na Câmara dos Deputados. Como parlamentar federal,
Eymael defendeu a manutenção da palavra Deus no preâmbulo da atual
Constituição Federal durante a Assembleia Constituinte, considerado um
marco em sua trajetória política.
Levy Fidelix - PRTB
Outro candidato recorrente ao pleito é o jornalista e
publicitário Levy Fidelix, representando o partido do qual é fundador:
PRTB. Abordando temas em defesa da família e dos “bons costumes”, ele
buscará aproveitar o momento de insatisfação dos brasileiros com a
corrupção para se dizer um candidato “ficha limpa”. Fidelix concorreu ao
cargo nas eleições de 2014, 2010 e de 1994.
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Antes de criar o PRTB, Fidelix participou da fundação do Partido Liberal (PL), em 1986
Foto: Reprodução/TV Globo |
Antes
de criar o PRTB, Fidelix participou da fundação do Partido Liberal
(PL), em 1986, quando se lançou na carreira política e disputou uma vaga
na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo. Depois, migrou para o
Partido Trabalhista Renovador (PTR), quando também concorreu a um
mandato de deputado federal, no início dos anos 90. Apresentador de
televisão, professor universitário e publicitário, Fidelix já concorreu
três vezes à prefeitura da capital paulista e duas vezes ao governo do
estado.
Manuela D’Ávila - PCdoB
A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela
D'Ávila, será a candidata pelo PCdoB. A ex-deputada federal, por dois
mandatos, teve a pré-candidatura lançada pelo partido comunista em
novembro do ano passado. Esta é a primeira vez que o PCdoB lançará
candidato próprio desde a redemocratização de 1988. Um dos motes da
campanha será o combate à crise e à “ruptura democrática” que, segundo a
legenda, o país vive.
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Manuela D'Ávila tem 37 anos e é formada em jornalismo
Foto: Divulgação |
“Trata-se
de uma pré-candidatura que tem como algumas de suas linhas
programáticas mais gerais a retomada do crescimento econômico e da
industrialização; a defesa e ampliação dos direitos do povo, tão
atacados pelo atual governo; a reforma do Estado, de forma a torná-lo
mais democrático e capaz de induzir o desenvolvimento com distribuição
de renda e valorização do trabalho”, escreveu a presidente nacional do
partido, Luciana Santos, ao lançar a candidatura de Manuela D'Ávila.
Manuela D'Ávila tem 37 anos e é formada em
jornalismo. Ela é filiada ao PCdoB desde 2001, quando ainda era do
movimento estudantil. Em 2004, foi eleita a vereadora mais jovem de
Porto Alegre. Dois anos depois, se candidatou ao cargo de deputada
federal pelo Rio Grande do Sul e se tornou a mais votada do estado. Em
2008 e 2012, disputou a prefeitura da capital gaúcha, mas ficou em
terceiro e segundo lugar, respectivamente. Desde 2015, ocupa uma vaga na
Assembleia Legislativa do estado.
Marina Silva – Rede Sustentabilidade
A ex-senadora Marina Silva vai disputar a Presidência pela terceira vez consecutiva. Integrante da sigla Rede Sustentabilidade, Marina tem como plataforma a defesa da ética, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.
A ex-senadora Marina Silva vai disputar a Presidência pela terceira vez consecutiva. Integrante da sigla Rede Sustentabilidade, Marina tem como plataforma a defesa da ética, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.
Ela é crítica do mecanismo da reeleição, que,
segundo ela, se tornou um “atraso” no país. “Sou pré-candidata à
Presidência para unir os brasileiros a favor do Brasil. Os governantes
precisam fazer o que é melhor para o país e não o que é melhor para se
perpetuar no poder. Chega de pensar apenas em interesses pessoais e
partidários”, escreveu recentemente em seu perfil do Facebook.
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Marina Silva militou ao lado do líder ambientalista Chico Mendes na década de 1980
Foto: Estadão |
Marina
Silva militou ao lado do líder ambientalista Chico Mendes na década de
1980. Filiada ao PT, ela foi eleita vereadora de Rio Branco e deputada
estadual, antes de ocupar dois mandatos de senadora representando o
Acre. Por cinco anos, foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula e se
desfiliou do PT um ano após deixar o cargo. Ela foi candidata ao
Planalto em 2010 pelo PV e, em 2014, assumiu a candidatura do PSB à
Presidência após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.
Paulo Rabello de Castro - PSC
Até a semana passada no comando do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello
de Castro deixou o cargo para confirmar a disposição de disputar à
Presidência. Segundo o PSC, embora não tenha promovido um ato de
lançamento, a legenda já trabalha com a pré-candidatura como oficial.
Desde fevereiro, ele participa de eventos partidários pelo país junto ao
presidente da sigla cristã, Pastor Everaldo, que concorreu à
Presidência no pleito de 2014.
As principais bandeiras do PSC são contra a
descriminalização das drogas e a legalização do aborto. “Temos uma
sociedade cujos valores morais estão completamente invertidos. Onde a
arma na mão do bandido é uma arma livre, mas a arma na sua mão é
proibida. E eventualmente você vai preso por portá-la. Quando o bom
comportamento da família é zombado pelas novelas pornográficas e toda
pornografia é enaltecida, como preservar a família nacional", disse,
durante recente ato.
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Em
2016, foi indicado para a presidência do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) e comandou a instituição de pesquisa por
onze meses
Foto: Estadão |
Doutor
em economia pela Universidade de Chicago, Paulo Rabello de Castro foi
fundador da primeira empresa brasileira de classificação de riscos de
crédito, a SR Rating, criada em 1993. Autor de livros sobre a economia e
a agricultura brasileiras, o pré-candidato foi presidente do Lide
Economia, grupo de empresários que têm em comum a defesa da livre
iniciativa. Ele também coordenou o movimento Brasil Eficiente. Em 2016,
foi indicado para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e comandou a instituição de pesquisa por onze meses,
até assumir a presidência do BNDES, em maio do ano passado.
Rodrigo Maia - DEM
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
(RJ) é o pré-candidato pelo DEM. Maia tem buscado ser uma alternativa de
centro e, em suas próprias palavras, “sem radicalismos”. Ele assumiu o
comando da Câmara após a queda de Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso pela
Operação Lava Jato, e ganhou mais protagonismo político pelo cargo que
ocupa, já que é o responsável por definir a pauta de projetos
importantes, como a reforma da Previdência.
Segundo ele, a pauta da Câmara não será prejudicada
devido à sua candidatura ao Planalto. “A gente tem responsabilidade com o
Brasil, já deu demonstrações disso. O projeto político do DEM é
legítimo e é feito em outro momento e local, não tem problema nenhum
disso”, afirmou.
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Filho do ex-prefeito do Rio, César Maia, o político está no quinto mandato como deputado federal
Foto: Divulgação |
Filho
do ex-prefeito do Rio, César Maia, o político está no quinto mandato
como deputado federal. Em 2007, assumiu a presidência nacional do DEM,
após a reformulação do antigo PFL. Rodrigo Maia ingressou, mas não
chegou a concluir o curso de Economia. Foi secretário de Governo do
município do Rio de Janeiro no final da década de 1990, na gestão de
Luiz Paulo Conde, que à época era aliado de César Maia.
Vera Lúcia - PSTU
O PSTU, que nas últimas vezes concorreu com o
candidato José Maria de Almeida (Zé Maria), lançará uma chapa tendo a
sindicalista Vera Lúcia como candidata à Presidência. Vera Lúcia, 50
anos, foi militante no PT e integrante do grupo fundador do PSTU. O vice
na chapa é Hertz Dias, 47 anos, militante do movimento negro.
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Vera Lúcia, 50 anos, foi militante no PT e integrante do grupo fundador do PSTU
Foto: Universo Político |
MDB
Com a promessa de, pela primeira vez depois de 24 anos, apresentar ao país um candidato à Presidência da República, o MDB ainda não definiu oficialmente como formará a chapa para a disputa. Nesta semana, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se filiou à sigla.
Com a promessa de, pela primeira vez depois de 24 anos, apresentar ao país um candidato à Presidência da República, o MDB ainda não definiu oficialmente como formará a chapa para a disputa. Nesta semana, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se filiou à sigla.
No entanto, ao deixar o comando do Ministério da
Fazenda na sexta-feira (6), Meirelles não informou a qual cargo pretende
concorrer. Mas é cogitado como opção ao lado do presidente Michel
Temer.
O presidente Michel Temer não descartou a
possibilidade de concorrer à reeleição. Nos últimos meses, o partido tem
feito movimentos de resgate à história da legenda, que tem mais de 50
anos. Foi com esse intuito que mudou a sigla de PMDB para MDB. A decisão
sobre a candidatura, porém, ainda não está tomada.
PSB
Após a morte do ex-ministro e então presidente nacional do partido, Eduardo Campos, em plena campanha eleitoral de 2014, o PSB passou por dificuldades de identificação e falta de lideranças nos últimos anos. Nessa sexta-feira (6), porém, a sigla recebeu a filiação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e tem nele a grande aposta de participar do pleito deste ano.
Após a morte do ex-ministro e então presidente nacional do partido, Eduardo Campos, em plena campanha eleitoral de 2014, o PSB passou por dificuldades de identificação e falta de lideranças nos últimos anos. Nessa sexta-feira (6), porém, a sigla recebeu a filiação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e tem nele a grande aposta de participar do pleito deste ano.
Como membro da Suprema Corte de 2003 a 2014, Joaquim
Barbosa ganhou notoriedade durante o período em que foi relator do
processo do mensalão, que condenou políticos de diversos partidos pela
compra de apoio parlamentar nos primeiros anos de governo do PT. Antes,
foi membro do Ministério Público Federal, funcionário do Ministério da
Saúde e do Itamaraty.
De acordo com o líder do PSB na Câmara, deputado
Júlio Delgado (MG), que tem participado das conversas com Barbosa, o
nome dele fica eleitoralmente viabilizado, embora ainda seja necessário
construir sua candidatura por todo o Brasil. “Ao se filiar, até pela
viabilidade que já mostra, eu acho que o nome dele já fica irreversível.
Acho que ele é o candidato capaz de unir o Brasil, tranquilizar, trazer
a decência necessária contra essa divisão de lados [que o país vive]”,
disse à Agência Brasil.
PT
Depois de ganhar as últimas quatro eleições, o PT anunciou a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas dificilmente conseguirá lançá-lo à disputa. Lula foi preso nesse sábado (7) para cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês de prisão.
Depois de ganhar as últimas quatro eleições, o PT anunciou a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas dificilmente conseguirá lançá-lo à disputa. Lula foi preso nesse sábado (7) para cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês de prisão.
Ele foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da
4ª Região (TRF4) a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção
passiva e lavagem de dinheiro. Embora o cenário seja desfavorável,
aliados defendem que Lula recorra ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
em busca de uma autorização para se candidatar, já que a Lei da Ficha
Limpa prevê a impugnação das candidaturas de políticos condenados em
segundo grau da Justiça.
Outros nomes cotados dentro do partido são do
ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o do ex-prefeito de São Paulo,
Fernando Haddad, além de optar por apoiar a candidatura de outro partido
da esquerda.














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