terça-feira, 8 de agosto de 2017

Se tivesse minha carreta, nunca viria para o Rio, diz motorista de caminhão sequestrado


BLOG DO CAMINHONEIRO

“Essa profissão é cada vez mais perigosa. Se eu tivesse minha própria carreta, nunca viria para o Rio de Janeiro. De todos os estados que já fui, aqui com certeza é o mais perigoso”. O desabafo revoltado é do o caminhoneiro mineiro Antônio Euclides Ribeiro, 36 anos, que ficou por cerca de três horas sob a mira de um bandido, na Avenida Brasil, na altura de Deodoro, e só foi liberado na madrugada desta segunda-feira.
– Mantive a fé em Deus e pensei muito na minha família, nos meus dois filhos. O bandido estava mais nervoso do que eu. Quando ele apontou a arma para a minha cabeça, só tentei não ter nenhuma reação. O meu grande medo era dele se descontrolar e acabar atirando em mim – conta Antônio que é morador de Visconde de Rio Branco, em Minas Gerais, e pai de dois filhos.
O caminhoneiro ainda conta que foi rendido por criminosos armados, quando passava pela altura do bairro da Penha, na Zona Norte do Rio. No momento da ação, um taxista que passava pela localidade informou à Polícia Militar sobre a ocorrência. Minutos depois, a PM com ajuda de homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), iniciaram uma perseguição e chegaram a atirar contra os pneus do caminhão. Os criminosos que estavam fazendo a escolta da carga conseguiram fugir, mas o sequestrador, Emerson Miranda, de 19 anos, que estava na cabine do veículo, manteve o motorista como refém. Só o libertou depois que a mãe dele, Fabiana Garcia dos Santos, pediu que se entregasse.
Durante a ação, Antônio acabou sendo atingido por estilhaços e o sequestrador foi baleado na perna. Os dois foram levados para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Após receber cuidados médicos, o bandido foi levado à Cidade da Polícia, no Jacarezinho.
Mesmo com medo de voltar a fazer viagens para o Rio de Janeiro, Antônio admitiu que não pode negar serviços:
– Não posso ficar recusando viagem. Sou cooperado, se eu me negar, colocam outro no meu lugar e eu perco dinheiro. Sei que é muito perigoso, principalmente aqui (no Rio), mas é o que eu sei fazer, e é de onde tiro o sustento da minha família.
Fonte: Extra

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