domingo, 13 de agosto de 2017

Lula se diz perseguido e acusa a força-tarefa de se portar como partido político


Lula diz que foi condenado sem haver provas de crime
Fernanda Krakovics
O Globo
Em ato político na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou, na noite desta sexta-feira, as acusações contra ele e afirmou que foi condenado sem provas no processo sobre o tríplex em Guarujá (SP). Para o petista, a Operação Lava-Jato tem motivação política. A ex-presidente Dilma Rousseff também estava presente no evento.
“O pessoal que compõe a força-tarefa (da Lava-Jato) é um partido político” — disse Lula a um auditório lotado de estudantes.
Seis ações penais – Lula é réu em seis ações penais, quatro delas na Lava-Jato. Na operação, ele já foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão, em primeira instância, no caso do tríplex do Guarujá. Ele também responde a ações relativas ao sítio de Atibaia; a supostas irregularidades em contratos da Petrobras com a Odebrecht; à obstrução à Justiça. O ex-presidente também é réu na Operação Janus, por suposta atuação junto ao BNDES para liberação de recursos para Angola; e na Operação Zelotes, por tráfico de influência.
“Essa subordinação da Justiça à opinião pública é um crime muito grave contra o processo democrático. O juiz que largue a toga e vá se candidatar” — disse Lula, em seu discurso.
Para Lula, o Estado de Direito não está sendo respeitado. “Tenho consciência que o Moro não é mais honesto do que eu, nenhum procurador. Não sou eu que tenho que provar minha inocência, eles é que têm que provar minha culpa. Eles não podem repetir a teoria do domínio do fato. Agora eles dizem que não precisam provar” — afirmou Lula, em referência ao julgamento do mensalão.
BOLSONARO IRONIZADO – O ex-presidente ainda ironizou o crescimento do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), de extrema direita, nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. Lula lidera as pesquisas, seguido de Bolsonaro.
“Eu acho que eles ficam inquietos quando fazem uma pesquisa. Tudo que eles fizeram contra nós foi parir um Bolsonaro. Eles estão em um dilema sério. Com ultrassonografia dá para ver como vem a criança. Eles já sabem qual é o defeito do Bolsonaro. Talvez eles sejam contra o aborto e deixem o Bolsonaro aí — disse o petista.
Dilma também demonstrou preocupação, em seu discurso, com a ascensão de Bolsonaro: “Os segmentos políticos do PSDB são tão irresponsáveis que viabilizam o que há mais de extrema direita no país, que é o Bolsonaro.
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