sábado, 12 de agosto de 2017

Falido, Correio não cumpre nem o básico

correio falido
12.Agosto.2017  JORNAL A REGIÃO
de sua atividade, a entrega de cartas, documentos e encomendas. Boletos bancários não chegam aos compradores, gerando prejuízo às empresas e atrasos. As encomendas que chegavam em 5 dias muitas vezes só são entregues depois de duas semanas. Até o Sedex não é mais confiável.
A falência dos Correios tem várias origens, mas todas provocadas pelos governos de Lula e Dilma Rousseff. Desde 2011, por exemplo, o governo não contrata ninguém para a empresa estatal. Mas acrescentou serviços fora de seu objetivo, como correspondente bancário e até cartões.
Além disso, centenas de militantes petistas foram elevados a “chefe” mesmo sem qualificação para o cargo e o fundo Postalis foi depenado. O resultado é que hoje os Correios não conseguem cumprir sua função básica e as queixas são grandes em Itabuna e Ilhéus.
Apenas nos últimos quatro anos o prejuízo ultrapassou os R$ 5,5 bilhões. Isso, em uma empresa que era a mais lucrativa do governo e uma das mais eficientes do mundo. Em todos os 354 anos de vida dos Correios, o resultado de 2015, prejuízo de R$ 2,1 bilhões, foi o pior da história.
Para ganhar um respiro, a empresa suspendeu regalias dos 117.000 funcionários quando entram em férias. Quando um trabalhador normal entra em férias, recebe gratificação de um terço do salário. Os Correios dobram essa gratificação para 70% do salário.
Agências fechadas
Em São José do Rio Preto (SP) a correpondência só é entregue aos sábados. Em Poços de Caldas (MG), dia sim, dia não. Em Benfica (RJ), cada pessoa tem que ir até a agência pegar a correspondência. Além disso, os Correios estão fechando agências em todo o Brasil.
A de Caxias do Sul (RS) atuou por mais de 40 anos, mas não suportou o desmonte dos governos petistas. Fechou. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, confessa que “hoje a atividade postal se restringe basicamente à comunicações judiciais e operações comerciais, boleto, cobranças”.
O desafio dos Correios é demitir os ineficientes empregados por indicação política, muitos com cargos de vice-presidente sem qualificação para tal e, ao mesmo tempo, contratar novos funcionários. Hoje, acredite, existe um chefe para cada dois carteiros. Faltam carteiros, sobram chefes.
A empresa também teve que usar R$ 1 bilhão para cobrir parte do rombo do fundo de pensão Postalis, falido sob a administração petista. Por causa do rombo, os funcionários dos Correios passarão os próximos 25 anos recebendo 17,95% menos no salário, confiscados para cobrir o prejuízo.

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