quarta-feira, 5 de julho de 2017

Temer passa a assediar pessoalmente os deputados que irão julgá-lo na CCJ


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Charge do Latuff (Brasil.247.com)
Deu na Folha
O presidente Michel Temer iniciou nesta terça-feira (4) uma ofensiva pessoal para tentar barrar a denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara dos Deputados. Ele recebeu pela manhã dois titulares da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que se declaram indecisos em enquete feita pela Folha: Ronaldo Fonseca (Pros-DF) e Evandro Gussi (PV-SP). O segundo é, inclusive, cotado para o posto de relator.
Como a reportagem mostrou, pelos cálculos do Palácio do Planalto, o peemedebista só tem garantidos 30 de 66 votos, menos do que o necessário para garantir um relatório favorável contra a denúncia por corrupção passiva na comissão parlamentar. A meta do presidente é garantir pelo menos 40.
DEPUTADA A FAVOR – O peemedebista também recebeu a deputada federal Christiane Yared (PR-PR) que, na enquete, disse ser favorável ao prosseguimento da denúncia. Pelas contas do governo, há 21 indecisos com potencial de terem seus posicionamentos revertidos em plenário.
Ao todo, o presidente programou audiências com 16 parlamentares, dos quais dez disseram não saber ou não responderam como votarão quando a denúncia for levada a plenário. Do restante, dois se posicionaram favoravelmente ao prosseguimento da denúncia, Christiane e Sinval Malheiros (PODE-SP), e quatro por seu arquivamento, todos do PMDB, partido do presidente.
Nos próximos dias, o peemedebista pretende manter a agenda de encontro com parlamentares indecisos, principalmente do PSDB, PSD, DEM e PR. Partindo de um placar já desfavorável, auxiliares do presidente acreditam que a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que foi braço-direito de Temer no governo, pode dificultar ainda  mais o trabalho de convencimento.
LA VAI FLECHA – A prisão ocorreu no momento mais delicado da gestão peemedebista, com o início da tramitação de denúncia contra ele por corrupção passiva. A avaliação do Palácio do Planalto é de que ela é mais um sinal de que o cerco da Operação Lava Jato sobre o governo deve aumentar.
Neste final de semana, por exemplo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que “enquanto houver bambu, lá vai flecha”.
A Folha apurou que, antes da prisão, Geddel havia afirmado em conversas reservadas que não pretendia fazer delação premiada caso fosse preso. A personalidade inconstante e explosiva do peemedebista, no entanto, preocupa a equipe presidencial.
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