domingo, 9 de julho de 2017

Rodrigo Maia já sinaliza que poderá manter Moreira Franco em seu governo


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Moreira não é sogro e pode ser mantido por Maia
Sylvia Colombo
Folha
Sem tirar os olhos do celular, nem mesmo para tirar as fotos oficiais do evento em que participou em Buenos Aires nestas quinta (6) e sexta (7), um encontro internacional de parlamentares, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que as informações que vêm circulando indicando um possível acordo entre o seu partido e o PSDB para promover uma transição para uma gestão de Maia são “pura especulação”.
“Quando se vive uma crise tão profunda como essa, surgem especulações de todo o tipo. Li uma notícia hoje de que eu estaria pensando em usar a súmula 13 do Supremo [que impede o nepotismo] para que o ministro Moreira Franco não continuasse no cargo. Só que o ministro Moreira Franco não é meu sogro. Ele é casado com a minha sogra. Isso mostra o nível de irresponsabilidade de algumas pessoas na imprensa brasileira”, disse
FIEL A TEMER – Maia insistiu na afirmação de que o DEM não pretende deixar o atual governo. “Somos aliados do presidente Michel Temer, apesar de toda a crise, e eu disse ao presidente do meu partido no começo da crise que se tivesse que acontecer alguma coisa o DEM deveria ser o último a desembarcar do governo. Nós vamos manter a nossa posição de apoio ao governo.”
Quanto ao fato de não tirar os olhos do celular, Maia disse que estava acompanhando o resultado do jogo do Botafogo, que, na noite de quinta, tinha vencido o Nacional, do Uruguai, pela Copa Libertadores.
Como mostrou reportagem da Folha, as articulações para que Maia substitua Michel Temer no Palácio do Planalto ganharam corpo na base governista e já foram discutidas inclusive na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília.
A denúncia por corrupção passiva apresentada contra Temer e o rápido derretimento do capital político do governo mudaram o comportamento de Maia nos bastidores e levaram a classe política a enxergar no presidente da Câmara, primeiro na linha sucessória, um potencial novo no centro de poder do país.
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