terça-feira, 4 de julho de 2017

Prisão de Geddel será usada pela oposição contra Neto, avalia especialista



Por Cíntia Kelly | Fotos: Roberto Viana/Arquivo/BNews
A eleição para a sucessão estadual só acontece em outubro do próximo ano, mas as especulações sobre montagem de chapa vêm há algum tempo dominando o meio político. O novo ingrediente no xadrez eleitoral é a prisão do ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), e a repercussão disso no grupo de seu aliado, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O demista vem sendo citado como principal adversário do governador Rui Costa, com quem deve rivalizar nas urnas em 2018.
Horas depois da prisão do peemedebista, vídeos em que Neto aparece fazendo elogios a Geddel começaram a circular nas redes sociais. O material deve ser usado a exaustão pela oposição ao prefeito ACM Neto. A avaliação é do cientista político Joviniano Neto. “A oposição vai usar seguindo a linha do que ‘me digas com quem andas e eu te direi quem és’”, avaliou, em conversa com o BNews.
Se por um lado a prisão de Geddel pode respingar em Neto, por outro ele estará mais livre para definir a chapa, numa ampla frente de coalizão, sem o dedo imperativo de Geddel. “Sem uma aliança com o PMDB, vai aumentar a capacidade de Neto de definir a coalizão”. 
Para Joviniano, Neto tentará, caso dispute o governo do Estado, se equilibrar entre se desvencilhar da turma de Michel Temer – primeiro presidente denunciado pela PGR ao STF - e focar nas obras tocadas na cidade graças a ajuda do Governo Federal. “Ele vai enfatizar as obras em Salvador e se esforçar para ter o bônus da verba federal sem o ônus da associação com Temer e Geddel”, presume Jovinano Neto.
PRISÃO - O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso nesta segunda-feira, 3, pela Polícia Federal, em sau casa no Chame-Chame, por volta das 16h, no âmbito da Operação 'Cui Bono?'. A detenção do peemedebista foi autorizada pelo juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira.
A prisão é preventivo e foi fundamentada a partir de informações fornecidas em depoimentos recentes do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva. No pedido enviado à Justiça, os autores afirmaram que o político tem agido para atrapalhar as investigações.

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