segunda-feira, 17 de julho de 2017

Plebiscito na Venezuela: 98,4% contra o projeto golpista do ditador Maduro.


O resultado do plebiscito simbólico realizado ontem, do qual participaram sete milhões de eleitores, é um pontapé no projeto golpista de Nicolás Maduro, que quer convocar uma Assembleia Constituinte:


Os resultados da consulta popular realizada no domingo na Venezuela mostram que 98,4% dos participantes que votaram rejeitam a formação da Assembleia Nacional Constituinte promovida pelo presidente, Nicolás Maduro, para mudar a Constituição. Mais de sete milhões de pessoas, de um total de 20 milhões de eleitores, votam no no plebiscito simbólico.

“A Venezuela disse claramente: não queremos uma Constituinte fraudulenta e imposta. Não queremos ser Cuba”, afirmou Julio Borges, presidente do parlamento dominado pela oposição, ao confirmar os dados sobre a participação na consulta de domingo. “Com os votos do povo venezuelano, matematicamente Nicolás Maduro está revogado, esse era o medo que tinha do plebiscito revogatório e por isso se impediu, por isso o governo não quer fazer eleições nunca mais”, completou.

O opositor assegurou que a denominada consulta popular aconteceu “com total beleza e confiança” e que os venezuelanos contaram com menos centros de votação do que em qualquer outra disputa nacional.”No entanto, o povo superou todos os obstáculos, não somente o de haver menos lugares para votar, mas também superou o medo, superou a violência, superou as ameaças do Governo aos funcionários públicos, às pessoas que recebem programas sociais”, afirmou Borges.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) quer agora delinear sua ofensiva final em seu objetivo de tirar Maduro do poder, depois de quase quatro meses de protestos que deixaram 96 mortos.

“Evidencia-se uma demanda de mudança política persistente ao longo do tempo”, declarou o analista político John Magdaleno, considerando que o plebiscito foi um êxito porque foi organizado pela cidadania, em pouco tempo e com apenas dois mil centros de votação, diante dos 14.000 de 2015.(Veja.com).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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