sexta-feira, 7 de julho de 2017

Parede de musgo futurista pretende resolver a poluição do ar


A CityTree faz o trabalho de filtragem equivalente ao de 275 árvores por ano

João Gabriel Veiga / BAHIA.BA
CityTree: parede vertical filtra poluição do ar. (Foto: CityTree/Reprodução)
CityTree: parede vertical filtra poluição do ar. (Foto: CityTree/Reprodução)

Em uma tentativa de resolver o embate natureza versus tecnologia, que assombra a sociedade urbana e causa problemas ambientais letais, a startup alemã Green City Solutions propõe uma solução um tanto quanto inusitada: um mobiliário urbano que combina o poder da biologia das plantas e da tecnologia para criar uma “super árvore” capaz de limpar a atmosfera.
O projeto, chamado de CityTree, pode parecer futurista, mas se trata apenas de uma densa cultura de musgo alojada verticalmente em uma estrutura quadrada, semelhante a uma parede verde para ambientes urbanos, mas com grande poder de limpeza.
O Robocop ecológico se adéqua à infraestrutura das cidades e faz o trabalho de filtragem do ar equivalente ao de 275 árvores por ano, segundo a companhia. Ela suga de tudo: de partículas finas de poeira a óxidos de nitrogênio e dióxido de carbono.
A escolha do musgo se deu pelas propriedades biológicas, disse o cofundador da startup, Zhengliang Wu. “As culturas de musgo têm uma área de superfície foliar muito maior do que qualquer outra planta. Isso significa que podemos capturar mais poluentes”, explicou.
Todo o sistema é autônomo e exige pouca manutenção: painéis solares fornecem eletricidade, enquanto a água da chuva é coletada em um reservatório e depois bombeada para o solo. Para monitorar a saúde do musgo, sensores medem a umidade, temperatura e qualidade da água e do solo.
A Green City Solutions já instalou cerca de 20 dessas estruturas em Oslo, Paris, Bruxelas e Hong Kong, e há planos para expandir para a Índia e a Itália. Cada CityTree custa em média US$ 25 mil, preço alto, porém inclui não só a construção, mas também a instalação dos totens verdes.

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