sexta-feira, 7 de julho de 2017

Museu do Cinema em Cachoeira pode fechar por falta de verba


Segundo Roque Araujo, que dá nome à instituição, o apoio da prefeitura foi interrompido e isso inviabiliza a manutenção do maior museu do tipo no Brasil

BAHIA.BA
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O cineasta Roque Araújo, guardião maior da memória do cinema baiano, usou as redes sociais para falar sobre o fechamento do Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual (IRA), o Museu do Cinema, instalado no Patrimônio Nacional de Cachoeira, no Recôncavo baiano.
Segundo ele, a instituição fechou as portas por falta de apoio da prefeitura local, que deixou de contribuir para a manutenção do espaço. “Sem continuidade do contrato de parceria firmado pela Prefeitura de Cachoeira, o instituto deve fechar”, disse.
Roque afirmou que ele mesmo tem custeado tudo, mas não conseguirá manter isso por mais tempo. “Ultimamente, eu estou pagando funcionário com o meu dinheiro, pago minha passagem para lá, a hospedagem e a alimentação. Estou fazendo um trabalho para o benefício da cidade e não tenho suporte nenhum. Eu poderia ter colocado o museu em qualquer outra parte do Brasil, podia ser no Rio, em São Paulo, tive vários pedidos para levar para lá. Eu preferi a Bahia porque sou baiano e quis que os baianos tivessem o único museu específico de cinema e audiovisual”, desabafou.
O espaço, que já recebeu em três anos quase 50 mil visitantes de vários países, funciona diariamente das 9h às 12h e das 14h às 17h. Em vídeo publicado no Facebook, o cineasta, que também é coordenador do Núcleo de Apoio à Produção da Diretoria de Audiovisual (Dimas), pede pouca coisa: “Preciso de duas funcionárias, minha hospedagem na cidade, reposição de lâmpadas queimadas, água e material de limpeza. São as únicas exigências”.
Ainda segundo ele, o único apoio que o museu tem recebido é o do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), que em seu imóvel, onde funcionava uma galeria de arte no Centro Histórico de Cachoeira, abriga o funcionamento do Museu com a exposição permanente de 900 peças raras de equipamentos cinematográficos.
“SALVE O MUSEU DE EQUIPAMENTOS CINEMATOGRÁFICOS INSTALADO EM CACHOEIRA”; “CACHOEIRA VAI PERDER O MAIOR MUSEU DE EQUIPAMENTOS CINEMATOGRÁFICOS DO BRASIL”, escreveu ele.

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