quinta-feira, 20 de julho de 2017

Moro marca para setembro interrogatório de Lula


O juiz federal Sérgio Moro marcou para o dia 13 de setembro o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo sobre um terreno e um apartamento em São Bernardo do Campo (SP), no âmbito da Lava Jato. A oitiva deverá ser feita via videoconferência com a Justiça Federal de São Paulo. O despacho publicado nesta quinta-feira (20) cita o interrogatório do ex-presidente realizado em maio, no processo em que ele foi condenado em primeira instância. De acordo com Moro, aquela sessão "acabou envolvendo gastos necessários, mas indesejáveis, de recursos públicos com medidas de segurança". Sob essa argumentação, o juiz pediu à defesa de Lula que se manifestasse sobre a possibilidade de realizar o interrogatório por meio de videoconferência.
O Ministério Público Federal (MPF) acusa Lula de receber como propina um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula, além de um imóvel vizinho ao apartamento do petista. A investigação aponta que os imóveis teriam sido comprados pela Odebrecht em troca de contratos adquiridos pela empresa na Petrobras. No dia 4 de setembro, serão interrogados os empresários Marcelo Odebrecht, Dermeval de Souza Gusmão Filho e o executivo Paulo Ricardo Baqueiro de Melo. No dia 6, serão ouvidos o ex-ministro Antônio Palocci, o advogado Roberto Teixeira e Glaucos da Costa Marques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai. Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, será interrogado no mesmo dia que Lula. Lula já foi condenado por Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso que se refere ao triplex do Guarujá. A sentença do juiz Sergio Moro foi a primeira contra o petista no âmbito da Lava Jato. Na ação, Lula é acusado de ter se beneficiado de dinheiro desviado da Petrobras na compra e reforma do tríplex no Guarujá. Moro, porém, absolveu o ex-presidente no caso do armazenamento e transporte do acervo presidencial. Cabe recurso com relação à condenação. Se ela for confirmada em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal (TRF), Lula será preso e pode ficar inelegível. (JB)

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