terça-feira, 18 de julho de 2017

Moro diz que reformas no tríplex são provas de corrupção contra Lula



Por Redação Bnews
 
O juiz federal Sergio Moro negou que tenha agido com "omissão, obscuridade ou contradição" na sentença em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem.
 
Moro respondeu nessa terça-feira (18), aos embargos de declaração da defesa de Lula. "A corrupção perfectibilizou-se com o abatimento do preço do apartamento e do custo de reformas da conta geral de propinas, não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade formal do imóvel", disse.
 
O juiz também explicou porque negou a perícia para rastrear a origem dos recursos para a compra e a reforma do apartamento, afirmando que "não havia correlação". "Nem a corrupção nem a lavagem exigem ou exigiriam que os valores pagos ou ocultados fossem originários especificamente dos contratos da Petrobras", disse.
 
Na última quarta (12), Moro apontou na sentença que cerca de R$ 2,2 milhões foram destinados como vantagem indevida ao ex-presidente Lula. No despacho de hoje, o juiz aponta que "jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente".
 
O juiz comparou o caso de Lula com o do deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também condenado por crimes investigados na Lava Jato. "Ele [Cunha] também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente 'usufrutuário em vida'. Em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas e não a mera aparência".

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