quinta-feira, 6 de julho de 2017

Mesmo se escapar do processo, Temer vai continuar sendo investigado pela PF


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Charge do Jota A (Portal de O Dia/PI)
Carlos Newton
O inferno astral de Michel Temer continua e vai se prolongar depois de seu aniversário, em 23 de  setembro, quando completará 77 anos. A luta agora é para se livrar da abertura do processo criminal no Supremo, se conseguir 172 votos de deputados que estiverem dispostos a apoiá-lo, em transmissão direta pela TV, ao vivo e a cores. Mesmo se ganhar esse habeas corpus preventivo a ser concedido pela fragmentada base aliada, Temer continuará com graves problemas judiciais, porque a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República terão de prosseguir as investigações sobre ele, de forma direta ou indireta.
SEM CHANCE – Não há a menor possibilidade de os federais e os procuradores deixarem de incluir Temer em alguns dos inquéritos em andamento, conforme o delegado Marlon Oliveira dos Santos acaba de solicitar ao Supremo, ao pedir autorização para investigá-lo junto com os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, por envolvimento na corrupção liderada por Eduardo Cunha na Câmara.
Da mesma forma, ao investigar Rocha Loures, que ainda era assessor presidencial quando Temer indicou o nome dele para representá-lo junto ao empresário Joesley Batista, inevitavelmente a Polícia Federal e o Ministério Público estarão apurando crimes que envolvem o presidente da República.
14 POLÍTICOS  – No processo que incrimina o ex-assessor Rocha Loures, acusado de corrupção passiva, a denúncia apresentada pelo procurador-geral Rodrigo Janot inclui outros 14 indiciados, todos eles ligados a Temer, de uma forma ou outra.
Constam da relação o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil,  e os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Wagner Rossi, do PMDB, e Guido Mantega, do PT. Outros envolvidos são os senadores Eduardo Braga, Eunício Oliveira, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Kátia Abreu e Vital do Rêgo, hoje ministro do Tribunal de Contas da União, e o ex-deputado Eduardo Cunha.
Ex-assessor e amigo de Temer, o advogado José Yunes é investigado por intermediação de repasses ilícitos. E os candidatos peemedebistas Paulo Skaff (presidente da Fiesp) e Gabriel Chalita também aparecem na denúncia por terem recebido doações de caixa dois em campanhas.
TEMER ENVOLVIDO – As investigações estão apenas começando. Muita água vai passar embaixo dessa ponte para o futuro,  que liga importantes políticos e grandes empresários. Ao investigar cada um dos 15 incriminados na denúncia do procurador Janot, a força-tarefa da Polícia Federal e da Procuradoria estará investigando também o presidente Temer. Não há como separá-lo pois a promiscuidade é absoluta. Como investigar Rocha Loures, o homem da mala, sem incluir Temer?Como investigar Padilha, que era operador das propinas do PMDB, sem incluir o presidente do partido, que na época era o próprio Temer? E assim, sucessivamente.
Da mesma forma, como poderá ir adiante o inquérito sobre a corrupção do PMDB na Câmara, sem envolver Temer, Padilha e Moreira, como reivindica o delegado federal Marlon Oliveira dos Santos? Há, ainda, as recentes denúncias das delações de Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro, incriminando ainda mais a troika do Planalto.
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