domingo, 9 de julho de 2017

Médicos pedem Sindimed 'sem partido' e presidente eleva o tom



Por Redação BNews
“Sindicato sem partido (SSP)”, este tem sido o lema de um movimento de médicos que fazem oposição à atual diretoria do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed). A entidade é capitaneada pelo presidente Francisco Magalhães.
Em mensagens disseminadas nas redes sociais, os profissionais convocam os colegas a se filiarem ao sindicato para que possam ter direito a voto nas eleições que acontecerão em fevereiro de 2018.
Apesar do pleito distante, a iniciativa tem esquentado o clima entre a classe médica. “Para votar e tirar os vermelhos do nosso sindicato, teremos que nos sindicalizar até 31/07/17”, diz uma das mensagens compartilhadas. “Os médicos anti-partidários são a imensa maioria, mas não estão sindicalizados e não poderão votar se não se sindicalizarem”, reitera o movimento intitulado “SSP”.
“Os médicos sindicalizados, em sua maioria, são apoiadores de partidos comunistas. O sindicato precisa ser apartidário e apenas apoiar a classe médica. O sindicato não pode doar dinheiro para nenhum partido político”, prega o texto campanha.
Procurado pela reportagem do BNews, o presidente do Sindimed ironizou o movimento. “Eles pregam um sindicato sem partido, mas com partido”, disse Magalhães. “Eles são ligados ao deputado [Luiz Henrique] Mandetta do Mato Grosso e ao senador Ronaldo Caiado, em Salvador tem o vereador Cezar Leite, do PSDB, eles buscam caracterizar os médicos... são ligados à Ordem dos Médicos do Brasil”, apontou.
“É movimento dos patrões. O sindicato esta atuando fortemente, é respeitado pela sociedade, pela comunidade de forma geral. Os patrões tem tido essa movimentação. Nosso sindicato defende a luta da corporação, a nossa luta é pela corporação. Eles querem transformar o sindicato em comitê eleitoral”, rebateu Francisco Magalhães.
O dirigente também ironizou o fato de o movimento associar a atual diretoria ao governo do PT. “Eles dizem que nós somos ligados ao PT. O governo do PT tirou a consignatória do sindicato. Como é que um sindicato do PT iria ter a consignatória retirada por um governo do PT? São oportunistas que vivem de semear o ponto de vista dos patrões”, disparou.
A reportagem tentou falar com o vereador Cézar Leite, mas as ligações não foram atendidas nesta tarde de domingo (9).

Nenhum comentário:

Postar um comentário