sexta-feira, 7 de julho de 2017

Maia reúne deputados em residência oficial, mas nega ter discutido sucessão



Por Luiz Fernando Lima | Fotos: Agência Brasil
O presidente Michel Temer (PMDB) está fora do país no encontro de cúpula do G20. Na Alemanha foi taxativo ao declarar que não existe crise econômica no Brasil. Diferente dos discursos que fazia durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff quando atrelava as dificuldades da economia ao cenário político institucional.
Enquanto o presidente desfila em terras estrangeiras, no Brasil agrava-se a crise política. A prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima fez sangrar ainda mais o governo. Para além, a expectativa dos acordos de colaborações premiadas do lobista Lúcio Funaro e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha mantiveram o estado de sítio da gestão.
Primeiro na linha sucessória o atual presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM) se reuniu ao menos duas vezes em sua residência oficial com deputados de partidos que vão desde o próprio Democratas até o PCdoB. O diluído “centrão” também tem marcado presença nos encontros e nas conversas ao ‘pé do ouvido’. PP, PSD, PRB, PR entre eles.
Na agenda externada estava a reforma política, contudo, não existe ignorar em uma conversa política a saída ou permanência do presidente Michel Temer.
A reportagem do BNews ouviu quatro parlamentares federais que participaram dos encontros desta semana. Todos dizem que a pauta principal foi a reforma política (reforma do sistema eleitoral em verdade). O financiamento exclusivamente público é um dos pontos que mais avançou. Já o modelo distritão ainda enfrenta resistência.
Há também a possibilidade de manter o sistema atual com a redução da quantidade de candidatos na composição das chapas proporcionais. Estabelecer o corte para legendas que não atinjam um percentual de representantes no Congresso também avançou. Esta última é conhecida como cláusula de barreira.
Sobre Rodrigo Maia, dizem os deputados ouvidos pela reportagem que ele mais ouve do que fala nos encontros. Sendo ele “interessado” ou “implicado” direto em caso de saída de Temer a análise de cenário é de que é melhor manter-se calado para evitar interpretações dúbias.
À Folha de São Paulo, Maia disse que não está tratando disso (sucessão) e que neste momento grave o papel dele é cuidar para que o rito da denúncia seja cumprido conforme as regras do jogo. No entanto, na Câmara dos Deputados o clima é de espera e o esfacelamento da base do peemedebista não está descartada. No Senado, o papo é outro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário