domingo, 16 de julho de 2017

Excesso de exame pode prejudicar a saúde

tomografia
15.Julho.2017
HOJE EM DIA
segundo a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). Ela indica que exames solicitados de forma excessiva pelos médicos e também pelos pacientes durante as consultas podem representar um risco a saúde da população.
“A realização de exames de rotina ou check-up, em uma pessoa que não tenha quaisquer sintomas de uma doença pode, em algumas ocasiões, levar ao diagnóstico de uma doença que jamais se tornaria um problema de saúde e indicar tratamento que seria dispensável,” diz Daniel Knupp.
Secretário geral da SBMFC, ele explica que vários estudos mostram que o sobrediagnóstico é muito comum, podendo chegar a até um terço dos casos de câncer de mama, a mais de 60% dos casos de câncer de próstata e à grande maioria dos casos de câncer de tireoide.
Knupp reforça que isso exige uma estreita vigilância por parte do médico, uma espécie de controle de qualidade permanente em nome da consciência do dano que poderia fazer, mesmo involuntariamente, a seus pacientes.
Olhar crítico
“O olhar crítico sobre as atividades médicas, com ênfase na necessidade de não prejudicar o paciente, é compreender que a medicina é baseada em um relacionamento, e que essa relação deve permanecer verdadeiramente terapêutica, respeitando a autonomia dos pacientes e médicos”.
Na medicina existem quatro tipos de prevenção. A Primária é para evitar ou remover a causa de um problema de saúde antes dele ocorrer. A Secundária prevene o desenvolvimento de um problema de saúde desde os estágios iniciais.
A Terciária existe para reduzir o efeito ou a prevalência de um problema de saúde crônico através da diminuição do dano causado. A Quaternária identifica o paciente em risco de supermedicalização, para protegê-lo de uma nova invasão médica e sugerir intervenções eticamente aceitáveis.

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