segunda-feira, 17 de julho de 2017

Eike prepara anexos sobre Cabral e Lula para fechar sua delação premiada


Eike aguarda a delação para fazer revelações 
André de Souza e Juliana Castro
O Globo
Durante depoimento de Eike Batista nesta segunda-feira, dia 17, sua defesa destacou que o empresário está prestando informações à Justiça, mas evitou responder se ele está negociando um acordo de colaboração premiada. Eike é testemunha de defesa de Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Os dois são réus num processo que tramita na Justiça Federal de Brasília para apurar desvios no Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica.
“Na verdade, Eike Batista vem prestando informações com vista ao auxílio da Justiça, mas essa informação neste momento não pode ser prestada” — disse Fernando Martins, advogado de Eike, após o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, questionar se ele tinha algum acordo de colaboração homologado.
EM PREPARAÇÃO – O juiz insistiu em saber se havia um acordo de delação homologado, e o advogado respondeu: “Não, senhor”.
Eike tem preparado anexos para propor um acordo de delação premiada em que citaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O empresário também pretende citar políticos com foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). Por isso, o acordo tem que ser negociado com a Procuradoria-Geral da República.
Eike prestou depoimento no Rio de Janeiro, por meio de videoconferência, durante 15 minutos. Ele não quis falar com a imprensa. O empresário afirmou que já teve encontros com o ex-presidente da Caixa Jorge Hereda. Questionado se conseguiu liberação de recursos do FI-FGTS após conversas com Hereda, sem precisar recorrer à intermediação de Eduardo Cunha, Eike, por orientação do advogado, preferiu não responder.
MAL CONHECE?– Indagado se conhecia Cunha, o empresário disse: “Eu lembro de um voo em que estava um executivo do grupo que perguntou se podia dar carona. Ele embarcou no avião, sentou nas poltronas de trás. É o que conheço de Eduardo Cunha” — afirmou Eike, concluindo: “Posso ter cumprimentado em algum evento em Brasília. Mas não tenho relação nenhuma, contato telefônico nenhum”.
“Eu não frequento a vida dele e nem ele a minha” — disse Eike sobre o ex-presidente da Câmara.
Posted in

Nenhum comentário:

Postar um comentário