domingo, 16 de julho de 2017

Aloysio Nunes Ferreira é um dos que têm vaga garantida na reforma ministerial


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Aloysio Nunes conseguiu se firmar no Itamaraty
José Carlos Werneck
Pelo bom trabalho que vem desenvolvendo no Itamaraty, o ministro Aloysio Nunes Ferreira das Relações Exteriores tem sua vaga garantida na reforma ministerial, que o presidente Temer vai fazer para assegurar um apoio maciço na rejeição da denúncia da Procuradoria-Geral da República pelo plenário da Câmara dos Deputados
A reforma será realizada em duas etapas e os ministérios cogitados para a troca de titulares são Cidades,Transparência, Secretaria de Governo, Cultura  e Direitos Humanos. Detalhe: Transparência e Cultura já estão sem ministros e os outros são da cota do PSDB.
HÁ DÚVIDAS – Além do Chanceler, o presidente cogita em manter também Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo, mas é quase certo que vai substituir os ministros das Cidades e dos Direitos Humanos.
Michel Temer não vai retaliar aqueles que lhe dão sustentação. Caso os ministros do PSDB não saiam do Governo por livre iniciativa, sua permanência será proporcional ao número de votos a favor do presidente,na Câmara, onde o partido tem 46 deputados.
O discurso do Palácio do Planalto agora é outro. Antes da apreciação da denúncia pela Comissão de Constituição e Justiça, onde 5 dos 7 integrantes do PSDB votaram contra Temer, o que causou a cisão no partido, assessores do presidente afirmavam que os tucanos permaneceriam no governo mesmo se votassem a favor da denúncia no plenário.
COM O CENTRÃO – Agora, tudo mudou. Primeiro, o governo vai negociar com o Centrão, bloco parlamentar integrado pelo PP, PR, PSD e PRB, a indicação de um nome para ocupar o ministério da Cultura, uma pasta pobre de verbas, mas que possui muita visibilidade. Espera-se que o novo ocupante da pasta seja nomeado antes do fim do recesso parlamentar.
O novo ministro da Transparência deve ser anunciado também nas próximas semanas, mas aí a decisão seria técnica, segundo auxiliares do presidente. E a etapa final da reforma será depois da votação em plenário, sendo os acordos proporcionais à fidelidade demonstrada na sessão decisiva.
PMDB E PSDB – Embora o PMDB seja o partido de Michel Temer, a legenda também pede mais participação no governo e quer para si os cargos do PSDB, que, pelo que se comenta em Brasília, está prestes a deixar governo.
O PMDB e o Centrão, somados, têm um total de 208 deputados, mas nem todos votam com Temer. O governo necessita de 172 votos para derrotar a denúncia. O ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, que tem papel preponderante nas estratégias do Planalto, afirma ser perfeitamente compreensível que o governo tenha mais consideração com os partidos da base e com aliados mais fiéis, mas disse que durante o recesso não ocorrerá qualquer mudança no ministério.
APOIO RECONHECIDO – Padilha foi claro ao ressaltar que,“por certo, os partidos que têm maior representatividade dentro do Congresso em favor do governo têm de ter maior consideração do governo e isso será analisado no devido tempo. Por enquanto, a posição do presidente Michel Temer é pedir que apoiem as posições do governo e no devido momento essas posições serão avaliadas”.
O deputado Lúcio Vieira Lima, do PMDB da Bahia, um dos líderes que dão apoio ao presidente Temer na Câmara, está plenamente convencido que a troca nos ministérios será realizada em breve, afirmando:“Desde que me entendo por gente, o governo faz reforma ministerial ou por desempenho ou para ajustes na base. E isso sempre acontece quando se completa um ano de gestão.”
CIDADES NA MIRA -Dos quatro ministérios hoje ocupados pelo PSDB, o mais cobiçado é o das Cidades, cujo titular é o deputado pernambucano, Bruno Araújo. Se os tucanos votarem em maioria contra o governo no plenário, essa será a primeira mudança da segunda parte da pretendida e temida reforma.
Enquanto o presidente da República pensa em sua minirreforma ministerial, no ninho dos tucanos a pressão pelo desembarque cresce a cada dia que passa, o que levou o deputado Silvio Torres, secretário-geral do partido, a declarar que “O PSDB ficaria melhor se tomasse uma decisão. Já passou da hora de o partido se antecipar a um movimento como esse do Temer”.
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