segunda-feira, 19 de junho de 2017

Se Temer processar Joesley, conforme prometeu, estará correndo mais riscos


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Temer desconhece as provas que Joesley tem
Eduardo Bresciani, Eduardo Barretto e Thiago Herdy
O Globo
Na última sexta-feira, dia 16, Joesley Batista passou 12 horas prestando depoimento à Polícia Federal no inquérito que investiga o presidente Michel Temer. A oitiva foi centrada nos áudios da gravação e na relação do empresário com o presidente. Segundo pessoas próximas ao empresário, ele ainda voltará a depor, para prestar esclarecimentos sobre outros assuntos, como a relação de suas empresas com Eduardo Cunha e mais detalhes envolvendo os pagamentos ao ex-deputado federal e ex-assessor da Presidência da República, Rodrigo da Rocha Loures.
A expectativa é que Joesley volte a Brasília nesta semana para ser novamente interrogado e detalhar mais informações.
EXCEÇÃO DA VERDADE – Se os advogados de Temer apresentarem queixa-crime contra Joesley pelo crime de calúnia, em função da entrevista dada por ele à revista “Época”, conforme prometido em nota pelo Planalto no sábado, a defesa do empresário tende a apresentar no processo um pedido de exceção da verdade, incidente processual por meio do qual o acusado de crime pretende provar a veracidade do que alegou.
Como a ação dos advogados de Temer deverá ser apresentada apenas nesta semana, os advogados ainda deverão aguardar a intimação para avaliar a necessidade de uso do mecanismo. A exceção da verdade é aplicável em casos de calúnia e em alguns casos de difamação. Ela não pode ser usada em caso de crime de injúria.
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