terça-feira, 6 de junho de 2017

Se algum ministro pedir vista, será a desmoralização do TSE


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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Merval Pereira
GloboNews
Caso algum ministro peça vista no início do julgamento da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral,  será claramente para atrasar a decisão e terá efeito desmoralizante para o TSE. Quem fizer isso vai ter que carregar esta mancha na carreira. No momento em que o pais exige decisões rápidas, é uma vergonha que isso possa acontecer.
O processo está em julgamento há muitos anos e já houve tempo suficiente para todos conhecerem e avaliarem o caso. Vai haver uma discussão das preliminares se podem entrar no processo as delações, mas são coisas formais. Todo o país já ouviu o que foi dito e influenciam os julgamentos.

DELAÇÕES À VISTA –
Não é preciso ter uma informação privilegiada para apostar na possibilidade de o ex-assessor presidencial Rocha Loures fazer uma delação premiada, denunciando o presidente Michel Temer. Assim como são conseqüências naturais das investigações as delações dos ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega.
Rocha Loures com mais razão ainda, pois não parece desses militantes convictos que se calam para ajudar o partido, como o ex-tesoureiro do PT João Vaccari ou José Dirceu, que, condenado várias vezes por corrupção, tenta preservar artificialmente a narrativa do “guerreiro do povo brasileiro”. Nem Palocci nem Mantega são desse tipo, embora petistas de raiz. Pelo que já se sabe, no esquema de corrupção implantado pelo PT, ajudaram o partido e se ajudaram, assim como Dirceu, mas não têm, mesmo falsa, uma biografia heroica a preservar.
SEM ALTERNATIVA – Entre ficar na cadeia por muitos anos para proteger Lula e safar-se, escolherão a segunda hipótese, assim como Rocha Loures. O cerco parece estar se fechando em torno dos chefes da organização criminosa montada nos últimos anos no país.
À medida que a Operação Lava- Jato vai desvendado as tramas de corrupção acontecidas no país nos últimos anos, vai também revelando de que maneira os partidos políticos montaram seus esquemas de poder. E a autoproteção acaba prevalecendo.
DIFÍCIL SOBREVIVER – Só que a cada delação, a cada revelação de detalhes das tramoias, vai ficando insustentável essa situação. Um governo que luta para sobreviver, cujo principal objetivo passa a ser salvar-se da guilhotina em vez de aprovar projetos no Congresso, está fadado ao fracasso.
A qualquer momento chegará à exaustão e não encontrará mais caminhos para superar os obstáculos pela frente. O julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que começa nesta terça-feira, é apenas mais um deles. Difícil sobreviver.
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