segunda-feira, 5 de junho de 2017

Representantes dos vigilantes estão irredutíveis em seus pleitos, diz Sindesp



Por Redação BNews | Fotos: Sindvigilantes-BA / Divulgação
Desde a greve iniciada no dia 24 de maio, os trabalhadores que atuam como vigilantes na Bahia realizam diversos protestos. Eles têm convocado toda categoria durante as manifestações em shoppings e agências bancárias. O ato se repetiu nesta segunda-feira (5), nos corredores do aeroporto.
 
Segundo o Sindvigilantes-BA, os trabalhadores pedem reajuste salarial de 7%; ticket alimentação no valor de R$ 20, sem descontos; inserção de 30% de mulheres nas atividades de vigilantes, entre outras solicitações.
 
Fontes do BNews ligadas a empresários do ramo afirmam que a solicitação da categoria é impossível de ser concedida diante da crise financeira que o país enfrenta. “Governo, estado e prefeitura já afirmaram que não vão fazer repasses e quem vai pagar a diferença são os empresários”, dizem.
 
A categoria pede uma maior participação feminina nas empresas. “Há risco de desemprego. Fazer novas contratações diante do cenário econômico no Brasil é impossível. Como os empresários vão aumentar o efetivo feminino nas empresas? Para isso, há o risco de demissões”, argumentam. Fontes relatam também que os sindicatos deveriam investigar empresas ‘laranjas’, que não pagam encargos e insumos para os trabalhadores.
 
Em seu site, o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado da Bahia (Sindesp), afirma que os "sindicatos laborais mostram-se irredutíveis em seus pleitos, demonstrando estarem alheios a crise econômica vivenciada, não se importando com as demissões que já ocorreram e que poderão aumentar".
 
O Sindesp argumenta também que alguns sindicalistas da mesa de negociação afirmam que não farão acordo por não concordar com a execução do trabalho extra, na folga do empregado: “preferem que os vigilantes façam bico em outro local, sem FGTS, sem INSS, sem férias, sem décimo, sem seguro, correndo riscos e recebendo um valor 50% menor por hora trabalhada. Não desejam negociar, apenas repetem o mesmo discurso velho e ultrapassado de não ceder aos interesses do patrão. Com falsos argumentos, se omitem para não evoluir na mesa com ganhos para todos os vigilantes, e não querem reconhecer que outros sindicatos laborais já concordam com a hora extra”, detalha.
 
O Ministério Público do Trabalho (MPT) e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) estão intermediando as negociações, mas não houve sucesso até o momento. 
 
Na terça-feira (6), haverá um novo encontro entre os vigilantes e o patronal na sede do MPT, no Corredor da Vitória. A greve afeta diversos serviços no estado, como funcionamento das agências bancárias e do INSS.

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