segunda-feira, 19 de junho de 2017

O voto de Gilmar Mendes e o julgamento de Aécio Neves


A inteligência sabe que não há provas materiais para que se possa prender o senador tucano Aécio Neves. Um simples telefonema do senador pedindo dinheiro não significa qualquer tipo de matéria em que se possa enquadrar Aécio Neves. Caso diferente do de sua irmã, Andrea Neves, em que há fartos flagrantes dela pedindo dinheiro.
Soma-se a isso a palavra e o voto do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que se caracterizou por um voto político, segundo análises de juristas após o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE.
Tudo isso permite se chegar à conclusão de que, assim como não há razões para que o tucano Aécio Neves seja condenado - a materialização do crime - também não há razões para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja julgado como criminoso.
Essas razões são formalidades que se sintetizam no voto do ministro Gilmar Mendes, quando se analisou no TSE a possibilidade de a chapa Dilma-Temer ser cassada:
O voto de Gilmar Mendes e o julgamento de Aécio Neves
O voto de Gilmar Mendes e o julgamento de Aécio Neves
"Se a chapa fosse cassada, o país seria jogado numa outra crise, seria lançado a um quadro de incógnita", destacou Gilmar Mendes, na ocasião.
Essa frase significa que os julgamentos, tanto de Aécio quanto de Lula, serão políticos. Ninguém sabe o que vai acontecer se, mesmo com falta de provas, Lula for preso. O país poderia ser jogado na mesma incógnita citada por Gilmar Mendes, já que não há provas materiais que possam incriminar Lula.
Há suposições, visitas, depoimentos e conversas relatadas por criminosos, mas não há sequer gravações que pudessem incriminá-lo, como aconteceu com Aécio Neves e o dono da JBS, Joesley Batista. Mesmo se houvesse provas que incriminassem Lula, o ex-presidente estaria enquadrado nas mesmas razões pelas quais não se pode condenar Aécio Neves. Tudo isso está resumido na frase de Gilmar Mendes.
O que acontece no Brasil hoje, na realidade, é a falta de nomes com liderança nacional. E mesmo que houvesse esse nome, o povo não aceitaria que o Congresso, onde 2/3 dos parlamentares estão citados na Lava Jato, pudesse ser o eleitor que iria substituir o povo desempregado, sofrido, sem hospitais, sem moradia e sem escola.
Ou então, vejamos:
O Brasil tem 45,9 milhões de habitantes entre 0 e 14 anos. A população com 60 anos ou mais chega a 19 milhões. O número de desempregados chega a 25 milhões. A soma destes universos é de 89,9 milhões.
Levando-se em consideração que o país tem 200 milhões de habitantes, temos 110,1 milhões em condições de trabalho. Deste total, tira-se 20%, que é o percentual de mulheres que não trabalham. Chega-se a 88 milhões que efetivamente trabalham.
Deste total, 70% recebem até quatro salários mínimos, e apenas 30% - ou 26,4 milhões - teriam que reunir o volume de dinheiro capaz de fazer o país respirar.
É claro que não seria o suficiente, e o país entraria numa convulsão.

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