sábado, 10 de junho de 2017

Mini? Só no nome! - Novo Countryman desembarca maior e mais eficiente


CARRO-CHEFE – A versão Cooper 1.5 pode não ter o mesmo vigor da Cooper S All4, mas será a versão de maior volume do mix e surpreende com o desempenho do 1.5 turbo de 136 cv
CARRO-CHEFE – A versão Cooper 1.5 pode não ter o mesmo vigor da Cooper S All4, mas será a versão de maior volume do mix e surpreende com o desempenho do 1.5 turbo de 136 cv
Hoje, qualquer marca que almeje volume de vendas precisa ter um utilitário-esportivo (SUV). Só pode se dar ao luxo de não oferecer um jipinho no portfólio marcas de modelos aristocráticos como a Rolls-Royce (nem a Bentley se conteve) ou de supercarros como a Ferrari. A britânica Mini entrou na onda dos utilitários-esportivos em 2010 com o Countryman. Gostou tanto do resultado que no ano passado apresentou a segunda geração, que acaba de chegar ao mercado brasileiro.
Como é de se esperar, o Countryman cresceu. São 4,30 metros de comprimento, que equivalem a 20 cv a mais que a primeira geração. A esticada tirou um pouco “musculatura” de seu antecessor, mas não prejudica a harmonia do conjunto.
No entanto, o estirão fez bem para passageiros e bagagem. Os 2,67 metros de entre-eixo garantem boa oferta de espaço para quatro ocupantes. Já os 450 litros do porta-malas impressionam. O bagageiro é profundo e garante espaço para malas ou aquele supermercado de estoque, da época da hiperinflação.

Sozinho, por enquanto
O Countryman é um jipinho compacto, que pelo porte, posicionamento de preço e conjunto mecânico concorre apenas com o Audi Q3. Mas se julgarmos pelo estilo, seu concorrente direto será o Q2, que ainda não desembarcou por aqui.
Ao contrário dos SUVs miúdos que tentam imprimir a robustez dos jipões grandalhões, o Countryman tem personalidade muito peculiar. A versão entrada, Cooper, é um típico SUV urbano.
Seu motor turbo três cilindros 1.5 de 136 cv e 22 mkgf de torque pode até causar algum tipo de desconfiança pelo tamanho. Mas não se engane, o motorzinho oferece toda sua força a partir dos 1.400 rpm, o que faz dele bem mais esperto que muito concorrente de porte maior.
De série, o Countryman se apresenta com lista de conteúdos como direção elétrica, ar-condicionado digital de duas zonas, multimídia com tela de seis polegadas, banco do motorista com ajuste elétrico e memória para duas posições, sensor de ré, rodas aro 17 e faróis em LED (inclusive os de neblina) por R$ 144.950.
Opcionalmente ele ainda pode receber itens como revestimento em couro, teto solar panorâmico, câmera de ré e assistente de estacionamento com sensores dianteiros.
Topo de linha
Apesar de a versão Cooper 1.5 ser a responsável pelo volume do modelo, a Mini também oferece as versões Cooper S e Cooper S All4. Os dois chegam como chamariz de vendas, mas além de um visual mais esportivo oferecem conteúdos mais refinados e um conjunto mecânico que contrapõe com o visual carismático do jipinho.
O Countryman Cooper S parte de R$ 164.950. Seu principal destaque é o motor turbo 2.0 de 192 cv, que faz dele um verdadeiro foguete. O jipinho promete aceleração forte e firmeza nas curvas, graças ao seu conjunto de suspensão tão firme como nos hatches que deram origem a linhagem.
Já o Cooper S All4 inclui tração integral, capaz de mandar até 80% do torque tanto para o eixo dianteiro quanto para o traseiro. A versão tem controle dinâmico de condução, que permite ajustar a carga dos amortecedores, otimizando o uso no asfalto e fora dele, ao preço de R$ 190 mil.

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