quinta-feira, 22 de junho de 2017

Licor de licuri é produzido por cooperativa do interior da Bahia


O licor é produzido pela Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes)

por
Da Redação
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Divulgação/CAR
O licuri é fruto de uma palmeira nativa do semiárido
Uma das tradições nordestinas, com presença marcante no estado da Bahia, é o consumo de licor para esquentar as festas juninas. Para atender essa demanda de mercado, a agricultura familiar produz uma variedade de licores convencionais e exóticos, a exemplo do licor de inhame, produzido no Território Recôncavo e o de umbu, no Sertão do São Francisco.
Há também, o licor de licuri, produzido no Território Bacia do Jacuípe pela Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), com sede no município de Capim Grosso.
Esse ano, mais de 30% das garrafas de licor foram comercializadas para os estados de Sergipe e São Paulo.
A unidade de produção da Coopes tem capacidade de produzir 80 litros de licor em dois meses. “Apesar de o licuri ser ainda muito pouco valorizado aqui na região, a nossa expectativa é de aumentar a produção e as vendas do que produzimos aqui”, ressaltou Andréia da Cruz Ferreira, responsável pela área administrativa da Coopes.
De acordo Ferreira, a cooperativa vem se desenvolvendo com o apoio do Governo do Estado, por meio de órgãos como a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
“O licuri sempre foi o nosso ‘carro chefe’. É um fruto da região que nós nos empenhamos para valorizar. Isso vem se tornando realidade com esse apoio”.
A Coopes foi selecionada no edital de apoio às culturas oleaginosas do Bahia Produtiva, projeto executado pela CAR/SDR. No total serão investidos mais de R$ 890 mil para fortalecimento da cadeia produtiva do licuri.
O fruto do licurizeiro
O licuri é fruto de uma palmeira nativa do semiárido, rica em ferro, cálcio, cobre, magnésio, zinco, manganês, sais minerais e betacaroteno, com grande potencial energético, e pode ser encontrado no Bioma da Caatinga baiana, em municípios como os de Capim Grosso, Serrolândia, Quixabeira, São José do Jacuípe, Várzea da Roça, Jacobina, Várzea do Poço, Senhor do Bonfim, Campo Formoso e Caldeirão Grande.
A cooperativa
A Coopes possui um total de 214 cooperados de municípios como os de Capim Grosso, Quixabeira, São José do Jacuípe, Várzea da Roça e parceria com entidades de municípios como Mairi, Uauá, Pintadas e Caldeirão Grande.

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