domingo, 4 de junho de 2017

“Já passou do limite”, diz primeira-ministra britânica após ataques em Londres

A primeira-ministra britânica, Theresa May, discursou na manhã deste domingo (4) horas depois do ataque terrorista que deixou sete mortos na noite de sábado na região da Ponte de Londres, no lado sul da cidade. Da porta de casa, na Downing Street, May fez um balanço do acontecimento, descreveu os fatos e elogiou o trabalho da polícia pela ação rápida. “Já passou do limite”, afirmou, sugerindo que vai endurecer as ações de repressão internas.
No discurso, ela afirmou que, em luto às vítimas, as campanhas eleitorais que o país atravessa estariam suspensas por hoje, voltando nesta segunda. Ela também confirmou a realização da eleição na quinta-feira (8).
Segundo ela, o país enfrenta “uma nova forma de ameaça”, no qual autores de atentados terroristas “copiam uns aos outros e se inspiram em uma ideologia do mal do extremismo islamita”.
Theresa May discursou sobre os ataques na manhã deste domingo
Theresa May discursou sobre os ataques na manhã deste domingo
“O terrorismo alimenta o terrorismo e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados, e, sim, porque são agressores que copiam uns aos outros utilizando os meios mais ordinários”, disse.
May afirmou também que os eventos recentes obrigam o país a alterar a estratégia de combate ao terror e quatro frentes de mudança foram mencionadas. De acordo com ela, os terroristas agem isoladamente, não havendo conexão ou articulação direta entre eles, sendo ligado apenas pelo extremismo islâmico. “Não conseguiremos vencê-los apenas no campo militar”, disse ela, dando a entender que é necessário vencer o islamismo radical também no campo ideológico.
O ataque neste sábado foi o terceiro a atingir o Reino unido em pouco mais de dois meses. Um incidente semelhante ocorreu na ponte de Westminster, em 22 de março, e outro deixou 22 mortos em um concerto pop em Manchester, há menos de duas semanas. As ruas da área do ataque na região da Ponte de Londres estão isoladas por várias centenas de policiais armados.

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