sexta-feira, 9 de junho de 2017

Gilmar deixou o trabalho sujo para sua tropa e só fez alegações políticas


Ministro Gilmar Mendes
Na hora da verdade, Gilmar saiu pela tangente
Deu em O Globo
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou contra a condenação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, desempatando o julgamento. Por 4 a 3, os ministros livraram o presidente da cassação do mandato e mantiveram os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao sustentar o voto, Gilmar Mendes chamou atenção para a questão da soberania popular, ou seja, para o resultado das urnas, como se Michel Temer recebido algum voto. “O objeto é sensível e não se compara a qualquer outro, porque tem como pano de fundo a soberania popular” — disse o ministro.
Repetidas vezes, ele voltou a defender que a cassação de um presidente deve ser algo excepcional. “Não se substitui um presidente a toda hora, mesmo que se queira “— afirmou.
INSTITUIÇÕES – Gilmar Mendes pediu “cuidado” com as instituições e afirmou que o TSE não é um “instrumento” para resolver a crise política. “Temos que ter muito cuidado com as instituições. Estamos agora nos avizinhando dos 30 anos da Constituição. Não devemos brincar de aprendizes de feiticeiro. Não tentem usar o tribunal para resolver crise política. O tribunal não é instrumento. Resolvam seus problemas”.
Gilmar Mendes defendeu uma mudança no regime político brasileiro, do presidencialista para o semipresidencialista, fortalecendo o Parlamento. Ele destacou que, mesmo hoje, presidente que não tem apoio do Congresso cai.
O ministro não citou nomes, mas foi o caso dos dois mandatários que sofreram impeachment depois da redemocratização: Fernando Collor em 1992, e Dilma Rousseff em 2016.


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