sábado, 10 de junho de 2017

Gás de cozinha subirá R$ 1,25 com reajuste nas refinarias

O DEFENSOR
A diretoria executiva da Petrobras aprovou uma nova política de preços para venda às distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP) em botijões, para uso residencial, com o primeiro reajuste previsto para hoje. A nova fórmula de preços levará para um aumento médio nas refinarias de 6,7% em junho. Se repassado integralmente ao consumidor, a Petrobras calcula que o preço do gás de cozinha subirá, em média, 2,2%, ou R$ 1,25 por botijão, “se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”, segundo a estatal.
O preço ao consumidor não necessariamente reflete o ajuste nas refinarias. Isso depende de repasses por outros agentes da cadeia de combustíveis, como distribuidoras e revendedores. A Petrobras informou que o preço final às distribuidoras será formado pela média mensal dos preços do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais, pela média diária das cotações de venda do dólar, mais uma margem de 5%.
Nos próximos meses, os reajustes estão previstos para o dia 5 de cada mês. O último aumento do gás de botijão ocorreu no dia 21 de março. Ainda de acordo com a Petrobras, a nova política de preços não se aplica ao gás de uso industrial e comercial. Ao detalhar como será a composição do preço do botijão, o diretor da estatal Jorge Celestino ressaltou que haverá um aumento na margem do preço da companhia e uma diminuição do valor de distribuição e revenda. Até então, a Petrobras respondia por cerca de 25% do valor final, outros 20% são tributos e o restante do preço é composto por distribuição e revenda.

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